OMS defende que todas as doações de sangue sejam voluntárias

Genebra, 13 jun (EFE) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer que todos os Governos dêem passos para conseguir que as doações sangüíneas sejam voluntárias e altruístas, por essas serem consideradas as fontes mais seguras de obter sangue.

EFE |

Por ocasião do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no dia 14, a OMS indicou hoje que só 54 países no mundo conseguiram chegar a 100% de doações voluntárias.

"Os doadores voluntários fazem isso sem pressão, coerção, nem pagamento envolvido, e, por isso, é muito menos provável que ocultem informações sobre sua saúde ou seus comportamentos, como poderiam fazer os não aptos para doar sangue", assinalou a OMS em comunicado.

Embora os estudos revelem que muitos países consideram quase impossível mobilizar a população para que doe sangue se não for paga ou não houver algum interesse familiar, a OMS exemplificou com as ações adotadas por China e Emirados Árabes Unidos para provar que é possível mudar os comportamentos em muito pouco tempo.

Na China, onde, em 1998, cerca de 80% das doações eram pagas ou procedentes de membros da família, conseguiu-se, em 10 anos, chegar a uma taxa de doação voluntária ou gratuita de 98,5%.

Já nos Emirados Árabes Unidos passou-se de 0% de doações voluntárias em 1990 para 80% em 2004 e 97,6% dois anos depois.

Para recompensar os doadores freqüentes, a China entregará este ano as primeiras medalhas de ouro, chamadas "medalhas pela vida", a quem fizer 20 doações voluntárias.

"O acesso a sangue seguro é um componente-chave de um sistema de saúde efetivo e os doadores voluntários são a pedra fundamental da provisão segura de sangue", disse Carissa Etienne, diretora-geral adjunta para os Sistemas de Saúde da OMS.

Entre os 54 países que alcançaram 100% de doações voluntárias, os últimos foram Tailândia, Turquia e Uganda.

Mas, para a OMS, continua sendo preocupante que nos países em desenvolvimento, onde vivem 80% da população, menos de 45% da provisão de sangue seja doada.

Estes países precisam de uma provisão adequada e segura de sangue e produtos sanguíneos, especialmente para doenças que ameaçam a vida, como anemia grave em crianças devido à malária e à desnutrição, e as hemorragias e outras complicações nas mulheres relacionadas com as gravidezes e partos, lembra a OMS. EFE vh/db

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