OMS critica Israel por política com doentes de Gaza

A Organização Mundial de Saúde (OMS) criticou severamente nesta terça-feira Israel por se negar a conceder, ou fazê-lo tarde demais, autorizações a doentes palestinos em Gaza.

AFP |

O representante da OMS para os territórios palestinos, Ambrogio Manenti, afirmou que há vários casos de pacientes mortos enquanto aguardavam permissão para receber cuidados em Israel, fato que é "absurdo, desumano,".

"O acesso aos cuidados parece ser um direito em opção para os palestinos", acrescentou Manenti em uma entrevista coletiva à imprensa em Jerusalém.

A OMS citou o caso do menino Amir al-Yajzi, de nove anos, morto em novembro com meningite no hospital de Gaza, depois de esperar durante vários dias sua autorização.

As autoridades israelenses permitiram que fosse levado para ser tratado em Israel, mas as ambulâncias que o transportavam foram bloqueadas no posto de controle de Erez, entre a Faixa de Gaza e Israel.

No hospitais palestinos, principalmente nos da Faixa de Gaza, faltam equipamentos e produtos médicos. Os doentes em estado mais grave têm que ser transferidos para território hebreu, mas Israel limita a concessão de autorizações por "razões de segurança", indicou a OMS.

O processo adequado para se conseguir uma autorização é descrito por Manenti como um "pesadelo" para os palestinos de Gaza, já que são obrigados a passar por várias etapas para a obtenção da permissão das autoridades israelenses.

Israel impõe um bloqueio à Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islâmico Hamas desde junho de 2007, em represália aos disparos de foguetes contra seu território.

Este bloqueio está provocando uma deterioração grave dos serviços médicos de Gaza e representa, segundo a OMS, uma "punição coletiva contra os mais fracos".

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