OMS confirma que gripe causou 800 mortes no mundo e que número aumentará

Genebra, 24 jul (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou hoje que a gripe suína já causou quase 800 mortes no mundo e assumiu que o número de casos continuará aumentando.

EFE |

O porta-voz da OMS, Gregory Hartl, indicou que 160 dos 193 países-membros da organização notificaram casos de pessoas infectadas com o novo vírus, que em breve estará espalhado por quase todo o mundo.

Posteriormente, uma nota de imprensa divulgada pela organização especificou que o número de casos segue crescendo, inclusive em países onde o vírus atua há mais tempo, por isso, a previsão é de que o número de infecções continua aumentando no mundo.

Sobre o aumento das mortes, o porta-voz disse que "o fato de haver centenas de milhares de casos significa que, infelizmente, haverá um certo número de mortes".

"É normal que quantos mais casos houver, mais mortes ocorrerão", acrescentou e descartou em seguida os temores de que o vírus já tenha sofrido mutações.

A OMS recomendou deixar de submeter todos os suspeitos de ter contraído o vírus a testes de laboratório, pelas proporções que sua propagação alcançou e que os Governos concentrem seus recursos na contenção da pandemia e no tratamento dos doentes com sintomas severos.

Por outro lado, os países devem continuar reportando cada morte em decorrência do vírus AH1N1, que for confirmada em laboratório.

"Enquanto a pandemia progride, é mais importante analisar a evolução dos doentes, que analisar todo mundo", afirma a nota, que insiste que a prioridade é "determinar quais grupos de pessoas têm o risco mais alto de contrair o vírus e desenvolver uma doença grave, para poderem se prevenir".

De acordo com os dados, as pessoas obesas e as grávidas são os dois grupos de risco mais importantes.

"Alguns relatórios preliminares sugeririam que há um risco de desenvolver a doença de forma severa em algumas povoações minoritárias, mas as potenciais contribuições de fatores culturais, econômicos e sociais ainda não estão claros", aponta a nota.

O que está claro são os fatores de risco que aumentam a possibilidade que após a infecção, o paciente adoeça: doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, diabetes, câncer e asma.

O maior número de casos continua sendo em adolescentes e jovens adultos, mas a razão disso ainda é desconhecida e só há suposições.

No entanto, a OMS assinala que alguns relatórios indicam que as pessoas que realmente necessitam hospitalização e os casos fatais são pacientes mais velhos.

Sobre a produção de uma nova vacina para deter a pandemia, o porta-voz explicou que cada fabricante trabalha com seu próprio calendário, mas confirmou que alguns já começaram a fazer testes clínicos, com as primeiras doses aplicadas em humanos.

Ainda não se sabe se, depois que a vacina estiver disponível para o público, as pessoas terão que receber uma ou duas dose para ficarem imunizados.

Hartl antecipou que as primeiras doses devem estar disponíveis "no início do outono (no hemisfério norte)", mas não precisou uma data.

Assegurou, por outro lado, que a OMS trabalha com diferentes organismos para assegurar que os países mais pobres tenham acesso à vacina, assim que ela estiver disponível no mercado.

"A prioridade será vacinar os profissionais de saúde, porque são os mais expostos e se eles adoecem, todo o sistema de saúde se paralisa", assinalou.

Perguntado sobre a possibilidade de que a China proíba a entrada de pessoas com sintomas da gripe a seu território, Hartl assegurou que se trata de uma medida que não seria eficiente. EFE mh-is/pd

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