OMS confirma 615 casos de gripe suína no mundo

GENEBRA - O número de casos de gripe suína confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) praticamente duplicou nas últimas 24 horas e agora chega a 615 - incluindo 17 mortes - em 15 países.

Redação com agências internacionais |

Só o México reportou 397 casos confirmados de infecções humanas causadas pelo novo vírus, sendo que 16 deles derivaram em morte, informou a organização.

Na quinta-feira, a OMS mudou o nome da gripe suína para gripe A H1N1. Segundo Dick Thomson, porta-voz da instituição, o nome foi trocado porque o vírus "é cada vez mais humano e cada vez tem menos a ver com o animal". "Recebemos muitas consultas de associações de animais e produtores questionando o nome, e finalmente decidimos trocá-lo", disse Thomson.

A OMS anunciou não ter dúvidas de que é possível conseguir uma vacina eficaz contra a influenza A em um prazo relativamente curto. "Tal vacina pode estar disponível em um prazo relativamente curto de entre quatro e seis meses", afirmou Marie-Paul Kieny, diretora do programa de pesquisas de vacinas da OMS.

À espera de uma nova vacina eficaz, apenas dois remédios estão disponíveis para combater a nova doença: o medicamento de inalação Relenza, do laboratório britânico GlaxoSmithKline (GSK), e o comprimido Tamiflu, do suíço Roche.

Na sexta-feira, a GlaxoSmithKline informou que está elevando a produção do Relenza e se preparando para começar a fabricar uma vacina contra a o vírus da gripe A. O laboratório disse estar pronto para produzir 5 milhões de pacotes de tratamento do Relenza por mês dentro das próximas 12 a 14 semanas, o equivalente a uma taxa anual de fabricação de 50 a 60 milhões.

Foco da doença

Na última sexta-feira, o México deu início a uma paralisação de cinco dias de partes de sua economia, em uma tentativa de conter o avanço do surto da gripe. Serviços considerados não-essenciais do governo foram suspensos, enquanto setores do comércio, como cinemas e restaurantes, anunciaram que permanecerão fechados.

Por causa do surto da doença, a Continental Airlines informou que vai realizar reduções temporárias em sua capacidade de passageiros em voos para o México. Em comunicado, a companhia aérea divulgou que vai reduzir efetivamente na segunda-feira a capacidade de assentos para o México em cerca de 50%, frente à relação original de maio.

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