OMS atribui aumento de casos da gripe no México à rapidez no diagnóstico

Genebra, 1º mai (EFE).- O aumento no número de casos confirmados de gripe suína no México se deve, em grande parte, à maior liberação de resultados de exames laboratoriais usados para diagnosticar a doença, disse hoje um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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"Em lugares como o México, há milhares de mostras que estão sendo analisadas. Nesse caso, o aumento de casos reflete a rapidez dos resultados", disse o porta-voz Thomas Abraham numa entrevista coletiva.

Dos 331 casos de gripe suína confirmados até agora pela organização, que incluem dez mortes, 156 foram registrados no México, onde, segundo a OMS, nove pessoas já morreram.

Abraham disse ainda que os casos de viajantes também explicam o aumento no número de diagnósticos.

Perguntado sobre a letalidade do vírus surgido no México em comparação com os encontrados em outros países, o porta-voz da organização explicou que os especialistas ainda não compreenderam totalmente o mecanismo da doença.

"Precisamos entender muito mais sobre esta doença e ver quais são os fatores que causam uma doença severa, se tem algo a ver com sua associação com outras infecções", destacou.

A diferença entre os números da OMS e do Governo mexicano sobre a gripe suína, que, segundo as autoridades do país, mataram 15 pessoas e infectaram 343, se deve aos procedimentos que a organização adota para confirmar os casos. EFE is/sc

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