OMS aprova novos testes de malária

LONDRES (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde anunciou na sexta-feira a aprovação a 16 novos exames para o diagnóstico da malária, contribuindo para a rápida identificação de quais pacientes têm a doença e quais necessitam de tratamento imediato. A agência de saúde da ONU avaliou 29 testes rápidos, feitos por diferentes fabricantes, e concluiu que 16 deles atendiam aos critérios mínimos exigidos. Cerca de 40 por cento da população mundial corre risco de malária, doença potencialmente letal transmitida por picada de mosquitos. Ela mata cerca de 860 mil pessoas por ano, a maioria crianças na África. Há casos na Ásia, América Latina, Oriente Médio e parte da Europa.

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"Esses testes rápidos foram um grande avanço no controle da malária", disse em nota Robert Newman, diretor do Programa Global de Malária da OMS. "Eles nos permitem examinar as pessoas que não conseguem acessar o diagnóstico baseado em microscópio, em remotas áreas rurais, onde a maior parte da malária ocorre."

A OMS recomenda o diagnóstico usando microscópio ou testes rápidos em todos os casos sob suspeita de malária, mas em 2008 apenas 22 por cento dos casos suspeitos foram submetidos a exames em 18 de 35 países africanos que relataram seus dados.

A entidade com sede em Genebra disse que um diagnóstico mais amplo permitiria que profissionais da saúde distingam pacientes efetivamente doentes, que precisam de medicamentos, daqueles que sofrem de outras doenças. Seu uso deve se refletir também em melhoras na taxa de sobrevivência infantil, uma importante meta de desenvolvimento da ONU.

"Com 38 testes que agora atendem o critério mínimo de desempenho, países onde a malária é endêmica (...) têm uma escolha mais ampla de testes que foram avaliados em termos de qualidade e confiabilidade", disse a OMS.

O melhor tratamento contra a malária são os medicamentos de terapia combinada à base de artemisinina (ACT), produzido por empresas como a francesa Sanofi-Aventis. Esses remédios podem ser caros.

A resistência contra a cloroquina e a combinação sulfadoxina-pirimetamina, as drogas mais baratas contra a malária, está se tornando comum.

(Reportagem de Kate Kelland)

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