OMS analisa acesso dos países pobres a antivirais para gripe suína

Genebra, 1 mai (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) conversa com a indústria farmacêutica para avaliar a disponibilidade de antivirais para o tratamento da gripe suína e garantir que os países pobres tenham acesso a estes remédios, declarou hoje um porta-voz da instituição.

EFE |

Por enquanto, o organismo começou a distribuir "aos países que mais precisam" uma parte de suas reservas do antiviral Tamiflu, fabricado pela farmacêutica suíça Roche, segundo confirmou o porta-voz Thomas Abraham.

Abraham informou que o medicamento também foi enviado ao México, sem especificar a quantidade.

O Tamiflu (oseltamivir) é, junto com o antiviral Relenza, um dos dois remédios reconhecidos como úteis para o tratamento do vírus da gripe suína.

Em 2006, à época da gripe aviária entre humanos, a Roche doou à OMS cinco milhões de doses de Tamiflu, das quais duas milhões foram destinadas às reservas regionais da organização de saúde, localizadas em diferentes pontos do planeta.

O restante constitui uma reserva de emergência administrada pela própria empresa e que a OMS poderá utilizar quando considerar oportuno.

Estas reservas podem estar disponíveis para uso em até 24 horas.

Abraham confirmou também que a OMS conversa com a Roche e outras companhias do setor farmacêutico sobre a evolução da propagação da gripe.

"Queremos saber qual é a capacidade de produção, quais são as necessidades potenciais e de que forma estes medicamentos estarão disponíveis", disse o porta-voz da entidade.

Sobre as reservas financeiras da OMS para arcar com a compra de grandes quantidades de antivirais, Abraham não deu detalhes, mas declarou que também estão em conversas com potenciais doadores.

"Há fundos de emergência, mas precisamos saber quanto dinheiro (adicional) podemos obter e como será distribuído", disse. EFE is/bba

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