OMS admite que não há informação suficiente sobre evolução da gripe

Genebra, 22 mai (EFE).- A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, admitiu hoje que a informação disponível sobre a gripe suína não é suficiente, nem o conhecimento científico é conclusivo para prever qual será sua evolução e se chegará a ser uma pandemia.

EFE |

"Temos chaves, muitas chaves, mas muito poucas conclusões.

Estamos no início e não podemos fazer recomendações gerais", afirmou Chan.

A diretora-geral da OMS disse que, "pela primeira vez na história, estamos controlando diante de nossos olhos o desenvolvimento de uma pandemia. Isto nos dá uma oportunidade sem precedentes", disse.

"Mas, por outro lado, nos coloca um dilema. Cientistas, médicos e epidemiologistas estão captando muitos sinais. Mas não temos o conhecimento científico para interpretar esses sinais com certeza", ponderou.

Margaret fez estas declarações no encerramento da Assembleia Mundial da Saúde realizada esta semana, que teve que diminuir de dez para cinco dias porque se temia a declaração de uma iminente pandemia de gripe suína.

Diante das dúvidas do que poderá acontecer nas próximas semanas, Chan assumiu que "a OMS, neste momento, não tem as respostas para resolver o dilema através de recomendações universais".

Por isso, sugeriu que os países "adaptem suas respostas em função das mudanças da doença".

Margaret disse que reconhece os esforços enormes que todos os países estão fazendo e compreende que não é possível manter de forma indefinida os mecanismos de alerta.

A diretora-geral precisou que uma das principais preocupações é a entrada do inverno no hemisfério sul, que poderia contribuir para que o vírus se misture com outro, sofra mutação "e troque material genético de formas imprevisíveis".

A responsável da OMS advertiu que, conforme a doença se expandir, haverá mais casos graves e inclusive mortes, mas esclareceu que "não se espera, por enquanto, um repentino e dramático aumento da gravidade da doença ou do número de mortos".

A diretora-geral reiterou que elevar o nível de alerta pandêmico de cinco para seis, o máximo, é uma decisão que ainda não está definida e que será adotada após amplas consultas e rígidos critérios.

Um mês depois de se detectar os primeiros casos da gripe, o número de infectados no mundo é de 11,168 mil pessoas, das quais 86 morreram.

Os países mais afetados são os Estados Unidos, com 5,764 mil casos; o México, com 3,892 mil, e o Japão com 294.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE mh/an

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