Genebra, 11 set (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que fechar as escolas é uma medida efetiva para frear o contágio da nova gripe, mas especifica que essa decisão depende de cada situação, por isso deixa claro que não deve isso não deve ser entendido com uma recomendação da entidade.

"As decisões sobre se e quando uma escola deve ser fechada durante a pandemia de gripe são complexas e relacionadas ao contexto. A OMS não pode conceder recomendações específicas sobre se é preciso ou não fechar uma escola que possam ser aplicadas a todas as situações", afirma um documento publicado hoje pela entidade.

No entanto, baseada em diferentes estudos realizados durante a gripe sazonal e levando em conta parâmetros matemáticos, a agência de saúde deixa claro que fechar uma escola "pode operar como uma medida proativa para evitar a transmissão na escola e no bairro".

A OMS afirma que o principal benefício de fechar a escola é que se evitam os contágios e, portanto, se reduz a possibilidade de saturar os centros hospitalares e dá tempo aos Governos para obtenham remédios.

Além disso, a entidade indica que o tempo de reação é chave, dado que seus estudos matemáticos lhe indicam que os benefícios ocorrem quando a escola fechou com apenas 1% de sua população doente.

"Sob condições ideais, o fechamento de colégios pode reduzir a demanda de atendimento de saúde entre 30% e 50% no pico da pandemia.

No entanto, se fechar muito tarde, os benefícios serão quase imperceptíveis".

Em relação às consequências econômicas do fechamento das escolas, o texto indica que esta decisão pode levar a 16% de faltas em todo o mercado de trabalho, porque os pais precisam cuidar dos filhos que ficaram em casa.

Além disso, destaca que o fechamento de colégios pode levar a uma limitação do atendimento médico, já que muitos médicos e enfermeiras são também pais que devem precisam cuidar dos filhos.

Por tudo isso, a OMS deixa às autoridades locais e nacionais de cada país a decisão de decidir quando é oportuno fechar uma escola.

EFE mh/an

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