OMM alerta que o buraco na camada de ozônio cresceu em 2008

O buraco na camada de ozônio aumentou em comparação a 2007, mas não vai ultrapassar o pico alcançado em 2006, informou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM) no Dia Mundial do Ozônio.

AFP |

"Em 2008, o buraco da camada de ozônio se formou relativamente tarde. No entanto, nas últimas semanas tem crescido rapidamente ao ponto de ter ultrapassado o tamanho máximo atingido em 2007", explica a OMM em um comunicado.

Porém, a julgar pelas condições meteorológicas registradas, terá uma extensão menor que a de 2006, segundo o organismo ligado à ONU.

O fenômeno que surgiu nos anos 80 geralmente se forma em meados de agosto e volta a se fechar em dezembro.

A superfície era de 27 milhões de quilômetros quadrados no dia 13 de setembro, contra 25 milhões de 2007 e 29 de 2006, acrescentou a OMM.

"Depois de ter padecido com as conseqüências dos produtos químicos, a camada de ozônio necesitará al menos unos 50 años para recuperarse completamente", comentou em Nova York o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, citado pela OMM.

"Enquanto o meio ambiente continuar se deteriorando, precisará de muito tempo para se recuperar", acrescentou Ban Ki-moon.

O Protocolo de Montreal, assinado em 16 de setembro de 1987, permitiu eliminar praticamente uma geração de substâncias que prejudicavam a camada de ozônio, os CFC (clorofluorocarbonetos), que originaram o buraco.

Um segundo acordo de 2007 previa o fim progressivo da utilização substâncias um pouco menos nocivas, os HCFC (hidroclorofluorocarbonentos).

O ozônio, uma molécula formada por oxigênio, tem um papel essencial na filtragem dos raios ultravioleta B, principais responsáveis pelo câncer de pele.

at/fp

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