Omissão sobre Kosovo pode derrubar chefe da espionagem alemã

Berlim, 8 dez (EFE).- O presidente dos serviços secretos alemães (BND), Ernst Uhrlau, está na corda bamba após as críticas pela forma como administrou a recente detenção no Kosovo de três colaboradores seus, cujo pedido de socorro supostamente ignorou.

EFE |

A comissão de controle parlamentar analisará nesta semana informações divulgadas pela imprensa alemã, segundo as quais o BND não transmitiu ao seu chefe uma chamada de auxílio dos três agentes.

Os três homens foram detidos em relação com o ataque com explosivos contra a sede da União Européia (UE) no Escritório Civil Internacional (ICO) nessa cidade, em 14 de novembro.

Após uma gestão diplomática, os três foram postos em liberdade e puderam retornar à Alemanha.

Vários meios de comunicação alemães publicaram de que o próprio Uhrlau não foi informado dos eventos e que praticamente se inteirou do ocorrido pela imprensa.

O porta-voz do Governo, Ulrich Wilhelm, ressaltou hoje que Uhrlau conta com "a confiança ilimitada" da chanceler, Angela Merkel", e rejeitou com isso uma exoneração.

A oposição e alguns políticos da coalizão de Governo, por outro lado, foram contundentes em suas críticas e acusaram a Uhrlau de não ter controle sobre seu departamento.

"Se foi permitido que colaboradores do BND inocentes permanecessem mais de uma semana presos em circunstâncias dramáticas é que houve uma gestão de crise completamente insatisfatória", disse hoje o vice-presidente da comissão de controle parlamentar, Max Stadler, do Partido Liberal.

Por sua vez, o porta-voz de política interna do grupo parlamentar democrata-cristão, Hans-Peter Uhl, afirmou que "se um presidente dos serviços secretos não é informado imediatamente de fatos tão graves para que possa atuar em conseqüência, é que não os têm sob seu controle". EFE ih/jp

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