OMI afirma que a pirataria atingiu números sem precedentes em 2008

Kuala Lumpur, 16 jan (EFE).- Os casos de pirataria no mundo todo em 2008 alcançaram um número sem precedentes por causa dos piratas somalis, informou o Escritório Marítima Internacional (OMI) em seu relatório anual.

EFE |

"Isto se deve principalmente à situação na Somália e no Golfo de Áden, onde foram registrados os seqüestros de 42 navios e 815 tripulantes foram tomados como reféns", detalhou o diretor da OMI, o capitão Pottengal Mukundan.

O número representa 85,7% do total de abordagens e capturas de navios no mundo todo, e 13 das 42 embarcações continuam nas mãos de criminosos, junto com 242 marinheiros.

O relatório anual da OMI destaca um aumento de cerca de 200% dos atos de pirataria nas águas da Somália e no Golfo de Áden em 2008, enquanto no resto do planeta cresceu apenas 11%.

Os piratas estão mais preparados e dispõem de armas modernas e melhores, e são mais violentos, explicou a OMI.

No ano passado aconteceram 139 incidentes nos quais os agressores dispararam suas armas, enquanto em 2007 o número ficou em 72.

O caso mais famoso em 2008 correspondeu ao petroleiro saudita Sirius Star, preso no dia 15 de novembro no Oceano Índico, levado para a Somália e libertado em 9 de janeiro passado após o pagamento de US$ 3 milhões.

A comunidade internacional se alarmou com a abordagem daquele que é um dos maiores petroleiros do mundo, com 330 metros de comprimento, um peso morto de mais de 300.000 toneladas e capacidade para dois milhões de barris de petróleo.

Os Estados Unidos criaram uma força especial para combater a atividade dos piratas na Somália e no Golfo de Áden, a Força Combinada 151, um dia antes da libertação da embarcação.

A OMI tem instalado o Centro de Informação da Pirataria em Kuala Lumpur, capital da Malásia. EFE lol/fal

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