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O.Médio está em situação de ponto morto e incerteza , diz ONU

Nações Unidas, 25 mar (EFE).- A ONU considera que o Oriente Médio se encontra - dois meses depois do conflito de Gaza - em uma situação de ponto morto e incerteza, disse hoje o subsecretário-geral do organismo para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe.

EFE |

Em reunião do Conselho de Segurança (CS), Pascoe assinalou que foram registrados poucos avanços na implementação da resolução 1.860, adotada em 8 de janeiro pelas Nações Unidas com o objetivo de pôr fim ao conflito no território palestino.

A resolução pede um cessar-fogo oficial, a distribuição sem impedimentos de ajuda humanitária em Gaza, a abertura dos postos fronteiriços e a reconciliação entre as facções palestinas.

"Apesar do apoio e do interesse da comunidade internacional, foi registrado um progresso concreto muito pequeno nos principais pontos da resolução", afirmou Pascoe.

O subsecretário-geral lembrou que Israel e o movimento radical islâmico Hamas ainda não chegaram a um acordo de cessar-fogo, e que continuam ocorrendo incidentes violentos na região.

As milícias radicais palestinas lançaram mais de 100 foguetes e morteiros contra povoados israelenses desde o fim das hostilidades, enquanto Israel perpetrou cinco ataques aéreos que mataram cinco palestinos, assinalou.

Pascoe destacou que o "intolerável" fechamento dos postos fronteiriços continua sendo o principal obstáculo das organizações humanitárias que tentam ajudar a empobrecida população da Faixa de Gaza.

Apesar de as autoridades israelenses terem aumentado a abertura dos postos, a quantidade de alimentos e materiais de primeira necessidade que entra no território palestino é insuficiente para iniciar a reconstrução física e econômica de Gaza, disse.

O subsecretário-geral indicou que a comissão criada pela ONU para investigar alguns dos incidentes ocorridos durante o conflito em Gaza deve entregar, no começo de abril, seu relatório ao secretário-geral, Ban Ki-moon.

O funcionário disse também que segue com preocupação "as ações negativas que acontecem na Cisjordânia, onde não foram adotados os passos necessários para aliviar o peso da ocupação e pôr em prática compromissos adquiridos".

O representante da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na ONU, Riad Mansur, acusou Israel de "violar descaradamente as resoluções do CS e o direito internacional".

O diplomata, que mostrou ao Conselho uma foto de uma criança palestina de 12 anos que perdeu a vista durante o conflito, pediu que a comunidade internacional "cobre dos que cometeram este crime e os leve à Justiça".

Mais de 1.400 palestinos - na maioria civis - perderam a vida durante a ofensiva lançada em dezembro e janeiro pelo Exército israelense contra a Faixa de Gaza. EFE jju/mh

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