Omar Sharif dá lição de dignidade e profissionalismo no Festival de Veneza

Veneza (Itália), 10 set (EFE).- O veterano ator egípcio Omar Sharif, de 77 anos, foi hoje o protagonista do Festival Internacional de Cinema de Veneza, onde apresentou o filme El Mosafer (The Traveller), do diretor Ahmed Maher, que competirá na mostra.

EFE |

Shariff, que interpreta Hassan idoso, o protagonista do filme, demonstrou que a passagem dos anos não tem motivos para ser um processo amargo para as estrelas do cinema, que normalmente se negam a aceitá-lo.

"Na vida, apaguei todas as coisas do meu passado. Cheguei a uma idade importante. Posso dizer coisas que talvez, algum dia, vocês poderão chegar a dizer", afirmou o ator egípcio.

Aos 77 anos (quase 78, como ele mesmo disse) considera que "olhar para o futuro é coisa de jovens", enquanto "pensar no passado não faz sentido".

"Com a minha idade, uma pessoa deve viver cada instante do presente, porque para mim, cada instante é o último da minha vida.

Ninguém sabe quanto tempo mais terá e falar do passado é inútil", afirmou o ator, sem nenhum tipo de lamento, que foi interropido por salvas de palmas durante vários pontos de seu discurso, na entrevista coletiva.

"O momento mais importante da minha vida é este, porque estou falando com vocês. Depois viverei outro momento que passará a ser o mais importante. Essa é minha filosofia de vida", disse.

Apesar de sua longa carreira, destacada por seu papel como Yuri Zhivago, em "Doutor Zhivago", do diretor David Lean, Shariff reconhece, sem nenhum pudor, que sempre teve "muito medo" em sua vida profissional.

"Em 1961, cheguei a Hollywood com 'Lawrence da Arábia' e era o único ator árabe que trabalhava ali, em um mundo no qual os produtores eram em sua maioria judeus", explicou. EFE agf/pd

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