Omar bin Laden considera injusto que seu asilo seja negado por seu nome

Madri, 6 nov (EFE).- Omar Osama bin Laden, filho do líder da Al Qaeda Osama bin Laden, afirmou hoje que é injusto que nenhum país aceite seu pedido de asilo por causa de seu sobrenome.

EFE |

Ele afirmou isto após o Ministério do Interior da Espanha, por meio de seu ministro Alfredo Pérez Rubalcaba, não lhe conceder seu pedido de asilo.

Omar bin Laden se considera "um homem de paz" e que rejeita as "atividades" de seu pai.

Ele a sua mulher, a britânica Zaina al-Sabah, afirmaram isto em um comunicado assinado por ambos e no qual explicam sua situação e a rejeição de Omar às idéias de seu pai.

Na nota negam que com seu pedido de asilo busquem publicidade para um possível livro ou filme.

Omar bin Laden e sua mulher chegaram à Espanha no último dia 4 de outubro e pediram asilo político.

O pedido foi inicialmente rejeitado pelo Governo espanhol, como já aconteceu no início deste ano com uma solicitação de permissão de residência que apresentaram no Reino Unido.

O comunicado, enviado à Agência Efe pela esposa de Bin Laden, diz que, após a recusa espanhola por "evidência insuficiente de perigo ou ameaças a sua vida", o casal já pediu a revisão do caso, apesar de o ministro do Interior da Espanha, Alfredo Pérez Rubalcaba, reiterar que não será concedido.

"Omar é um homem inocente que nunca participou de um só ato violento e cujo único desejo é viver em paz", acrescenta o comunicado.

"Isto é muito injusto, Omar não é seu pai", prossegue o texto, que diz que "era só uma criança quando viveu com seu pai (Osama bin Laden) na Arábia Saudita, no Sudão e no Afeganistão" e que quando amadureceu e compreendeu as "atividades" de seu progenitor "se deu conta de que discordavam em muitos pontos importantes".

Omar, de 27 anos, viveu com seu pai até os 19, os últimos anos em um campo de treinamento da Al Qaeda no Afeganistão, que abandonou em 2000, momento desde o qual afirma não ter voltado a ver o líder da Al Qaeda.

"Desde então, Omar protestou contra a violência, incluída a de seu pai", acrescenta o comunicado, que afirma também que na cultura muçulmana "os filhos são proibidos de criticarem seus pais". EFE cll/fal

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