Ramala, 8 mai (EFE).- O Comitê Executivo da Organização para a LibRamala, 8 mai (EFE).

Ramala, 8 mai (EFE).- O Comitê Executivo da Organização para a LibRamala, 8 mai (EFE).- O Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) decidiu hoje dar seu apoio às negociações indiretas com Israel propostas pelos Estados Unidos, após escutar de seu presidente, Mahmoud Abbas, as garantias oferecidas para o processo pela Administração de Barack Obama. Após três horas de reunião conjunta com os membros do Conselho Central do movimento Fatah, o dirigente palestino Yasser Rabbo divulgou que ambos os organismos tinham aceitado o início das chamadas "conversas de proximidade". "A grande maioria dos membros dos dois organismos concordaram em participar das conversas a fim de dar outra oportunidade ao processo de paz e aos Estados Unidos", disse Rabbo na entrevista coletiva. Às 18h no horário local (12 em Brasília), o presidente palestino se reunirá em Ramala, pela segunda vez, em 24 horas, com o enviado especial americano, George Mitchell, para comunicar o resultado da reunião. A sessão conjunta do órgão executivo da OLP e do movimento político Fatah, liderado por Abbas, era decisiva para o início das negociações. A OLP é historicamente o representante legal do povo palestino nas instâncias internacionais e o signatário de todos os acordos alcançados no passado. Juridicamente, a Autoridade Nacional Palestina (ANP), da qual Abbas é também seu líder, não é mais que um aparelho administrativo criado em 1994 para governar as áreas do regime autônomo previsto nos Acordos de Oslo. Abbas chegou à sessão depois das explicações ontem dadas pelo enviado americano sobre as garantias de Washington ao processo negociador por iniciar-se, entre estas que o objetivo final é a criação de um Estado palestino independente com capital em Jerusalém Oriental. "As garantias americanas oferecidas à liderança palestina foram garantiram as conversas de proximidade", disse Rabbo. Entre essas garantias, informaram nos últimos dias os meios de imprensa, está também a de que Israel não voltará a construir nas colônias da Cisjordânia, nem em Jerusalém Oriental enquanto durarem as negociações. Conforme o negociador-chefe da OLP, Saeb Erekat, a de que Israel permitirá a reabertura das instituições palestinas em Jerusalém Oriental, fechadas pouco após começar a Intifada de Al-Aqsa, em 2000. EFE nm-sar-elb/dm

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