OLP afirma que aceitaria estabelecer Estado palestino na Cisjordânia

Washington, 2 dez (EFE).- A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) estaria disposta a aceitar o estabelecimento de um Estado palestino na Cisjordânia, ao qual a Faixa de Gaza poderia se unir posteriormente, publica hoje o jornal The Washington Times.

EFE |

Em entrevista ao jornal, Maen Rashid Areikat, coordenador-geral do Departamento de Negociações da OLP, disse que poderia se chegar a um acordo com Israel sobre a fundação de um Estado palestino, "mesmo antes de Hamas e OLP resolverem suas diferenças".

Areikat está em Washington, junto com seus colaboradores, "para conhecer as idéias" do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua equipe sobre o processo de paz, e para "pedir ao novo Governo que aprofunde na participação americana".

O negociador palestino disse que, para a OLP, seria aceitável a criação de um Estado palestino na Cisjordânia, ao qual a Faixa de Gaza possa ser incorporada "se o grupo militante Hamas abandonar o controle" deste último território.

"Será difícil", acrescentou Areikat. "Preferíamos uma situação na qual houvesse união nacional. Nós não tentamos eliminar o Hamas: é uma força com a qual é preciso contar, mas, se não entrarmos em acordo, a OLP tem um mandato para continuar as negociações", acrescentou.

Segundo Areikat "há uma aceitação geral em Israel e na comunidade internacional" do fato de que as fronteiras que existiam antes de Israel conquistar a Cisjordânia e Gaza na guerra de 1967 "devem ser a base para um futuro Estado palestino, com modificações menores".

Estas mudanças deverão ser "recíprocas e iguais em qualidade e quantidade", acrescentou.

"Se os israelenses querem tomar uma área em Jerusalém, precisamos de uma área igual em tamanho e qualidade, como o reflexo em um espelho", disse Areikat ao "Washington Times".

Areikat disse que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, manterá seu mandato "até que haja novas eleições, e isso não ocorrerá antes do próximo verão (hemisfério norte)".

Sobre isso, Abbas afirmou na semana passada que sua intenção é continuar na chefia da ANP até a realização, de forma simultânea, de eleições presidenciais e legislativas em 2010, enquanto o Hamas insiste em que o mandato do presidente palestino termina em 9 de janeiro. EFE jab/an

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