OLP acha insuficiente barreira a novos assentamentos israelenses

Jerusalém, 19 ago (EFE).- Ao suspender as autorizações para novos assentamentos, Israel não cumpre o compromisso de paralisar todas as atividades nas colônias, denunciou hoje a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

EFE |

Ontem, o ministro de Habitação israelense, Ariel Atias, anunciou que não liberaria mais autorizações para construções na Cisjordânia pelo menos até que chegue a um acordo com os Estados Unidos em relação ao tema.

No entanto, isto "não significa o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Estado judeu no Mapa de Caminho (plano de paz de 2003), uma vez que permite a Israel continuar atuando com base nas licitações já existentes e nas permissões de construção que já foram aprovadas", destacou à Agência Efe um porta-voz da OLP.

Ainda segundo a organização, as autorizações já emitidas "poderão ampliar em até 20.000 o número de colonos na Cisjordânia".

O chefe da equipe palestina nas negociações para um acordo de paz com os israelenses, Saeb Erekat, classificou hoje o anúncio do Ministério da Habitação de Israel como "uma nova manobra decepcionante".

"Com esta declaração, Israel tenta se esquivar da pressão internacional para interromper suas atividades nos assentamentos", disse Erekat.

Porém, destacou o negociador, os palestinos e a comunidade internacional não "serão enganados por afirmações nebulosas".

Segundo um comunicado divulgado pela OLP, "nos 18 meses (que se passaram) desde a Conferência de Anápolis, o Governo israelense emitiu autorizações para a construção de aproximadamente 2.300 novas unidades habitacionais" nos assentamentos israelenses.

Israel também concedeu "permissões para outras 2.230 unidades na Cisjordânia", sem contar os imóveis que tiveram sua construção autorizada em Jerusalém Oriental.

Segundo a OLP, mesmo que novas licenças não sejam emitidas, as que já foram liberadas permitirão a Israel "continuar com a construção de pelo menos 4.500 unidades habitacionais adicionais".

O congelamento total dos assentamentos requer que Israel suspenda "as construções de colônias ou relacionadas a elas, o financiamento e os incentivos a colônias e colonos, a ocupação de terras e a demolição de casas, o planejamento e a autorização de colônias, além da imigração de colonos ao território palestino ocupado".

"A construção israelense sobre o território palestino ocupado, particularmente ao redor de Jerusalém Oriental, em violação ao direito internacional e às obrigações israelenses frente ao Mapa de Caminho, continuam minando as perspectivas de estabelecimento de um Estado palestino viável, assim como do processo de paz como um todo", afirmou a OLP. EFE aca/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG