Olmert será interrogado na sexta pela Polícia

Jerusalém, 5 nov (EFE).- O primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, será interrogado nesta sexta em sua residência de Jerusalém pela Polícia, pela nona vez nos últimos meses.

EFE |

O porta-voz da Polícia israelense, Miki Rosenfeld, disse à Agência Efe que o interrogatório do chefe do Governo começará às 10h (5h, horário de Brasília) e se espera que dure cerca de duas horas, mas não quis comentar qual será o teor das perguntas.

O jornal "Ha'aretz" publicou no mês passado uma matéria que previa que Olmert poderia ser acusado de crime de fraude após a Polícia reunir provas suficientes contra ele.

A matéria afirmava que a acusação obrigaria Olmert a abandonar seu cargo antes da realização de eleições gerais antecipadas no país em 10 de fevereiro.

O Departamento de Fraude israelense tem várias investigações abertas contra o chefe de Governo, incluída uma por suborno, mas a que poderia levá-lo em breve à Justiça é a conhecida como o escândalo das "faturas duplas".

Olmert e sua agência de viagens, a Rishon Tours, são suspeitos de terem apresentado faturas duplicadas de suas viagens para o exterior para diferentes entidades, que lhe teriam pago as viagens de forma simultânea.

A Polícia acredita que a agência de viagens enviava a cada instituição uma fatura original dos bilhetes e despesas de hotel, gerando excedentes que depositava em uma conta particular em nome do primeiro-ministro, da qual a Rishon Tours retirava dinheiro depois para pagar as férias particulares para ele e seus parentes.

A Polícia já tinha recomendado em setembro à Promotoria que acusasse Olmert por este caso, assim como por outro de suborno, mas a acusação pública tinha solicitado aos investigadores que respondessem algumas questões da investigação antes de acusá-lo formalmente.

Olmert se declarou inocente publicamente de todas as acusações, apesar deste e outros escândalos lhe terem obrigado a renunciar e convocar eleições primárias em seu partido, o Kadima, que foi vencida pela ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni. EFE db/fal

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