Jerusalém, 2 out (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, foi interrogado hoje durante duas horas pela Polícia em sua residência oficial de Jerusalém, mas a imprensa afirmou que se recusou a responder às perguntas sobre um caso de corrupção.

Este é o oitavo interrogatório de Olmert, de 63 anos, para esclarecer os detalhes de vários casos de corrupção dos quais é acusado.

O porta-voz de Olmert, Mark Regev, confirmou à Agência Efe que o interrogatório aconteceu, mas não divulgou mais detalhes sobre o depoimento, e disse que não deve haver uma reação oficial do Gabinete do primeiro-ministro israelense.

Em setembro, a Polícia recomendou à Procuradoria-Geral que processasse Olmert por suspeitas de suborno, após ele ter recebido grandes somas de dinheiro de um empresário, assim como de ter enganado várias instituições públicas para custear viagens de sua família.

Em todos os casos, Olmert negou ter cometido algum crime, mas é o procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz, quem deverá decidir nas próximas horas se acusa ou não formalmente o primeiro-ministro.

O conselheiro de mídia de Olmert, Amir Dan, disse que o primeiro-ministro se recusou a responder às perguntas relacionadas às suspeitas do caso de corrupção para custear viagens de sua família.

Dan acrescentou que Olmert apenas responderá a estas perguntas após consultar seu advogado, informa a edição eletrônica do jornal israelense "Haaretz".

O interrogatório de hoje é o primeiro desde que Olmert apresentou seu pedido de renúncia, em 21 de setembro, da Chefia de Governo e também se concentrou nas suspeitas de corrupção contra ele por favorecer um amigo ao lhe conceder ajudas públicas.

O caso remonta ao período entre 2003 e 2006, quando Olmert era ministro da Indústria e Trabalho no Governo do então primeiro-ministro israelense Ariel Sharon.

Segundo as suspeitas, Olmert concedeu ajudas milionárias do Centro de Investimentos Públicos a uma empresa vinculada a seu advogado e amigo Uri Messer.

A renúncia de Olmert aconteceu após as primárias de seu partido, o Kadima, nas quais venceu a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, encarregada de formar um novo Governo. EFE db/wr/fal

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