Olmert interrogado novamente em casos de corrupção

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert foi novamente submetido a um interrogatório nesta sexta-feira sobre seu suposto envolvimento em casos de corrupção e de fraudes, que já o obrigaram a anunciar sua renúncia em setembro.

AFP |

A tempestade política provocada por este anúncio, feito na quarta-feira e que já lançou a corrida à sucessão de Olmert, não influenciou o andamento da investigação do departamento das fraudes.

O interrogatório, conduzido por oficiais de polícia na residência do chefe de governo em Jerusalém, durou quase tês horas, segundo uma fonte próxima à investigação.

As perguntas foram principalmennte sobre um caso de recibos em troca de passagens de avião, mas também envolveram transferências suspeitas de dinheiro, acrescentou a fonte.

Ehud Olmert é suspeito de ter recebido importantes somas em dinheiro do empresário judeu americano Morris Talansky quando era prefeito de Jerusalém, entre 1993 e 2003, e ministro da Indústria e do Comércio, até janeiro de 2006.

Ele também é suspeito de ter apresentado contas múltiplas para cerca de 12 viagens para o exterior a diversas instituições, privadas ou públicas.

Trata-se do quarto interrogatório em alguns meses do chhefe de governo, que anunciou quarta-feira que entregará o cargo em setembro depois da eleição do novo líder de seu partido, o centrista Kadima.

Yoram Turbowicz, chefe de gabinete e principal conselheiro de Olmert, também anunciou sua renúncia.

Entretanto, Turbowicz continuará sendo o conselheiro diplomático do chefe de governo e será encarregado das negociações indiretas com a Síria, segundo um comunicado emitido pela presidência do Conselho.

Ele viajou quarta-feira à Turquia para participar de uma quarta rodada de discussões indiretas sob os auspícios de Ancara. As duas partes decidiram continuar com as negociações, apesar de a margem de manobra de Olmert ter ficado bastante reduzida com sua renúncia.

A maioria dos analistas considerava nesta sexta-feira que o Kadima pode fracassar em constituir um novo governo em setembro, o que levaria a eleições legislativas antecipadas no primeiro trimestre de 2009.

Neste caso, a operação de direita ganharia, independentemente de quem for o sucessor do primeiro-ministro no comando do Kadima, segundo uma pesquisa publicada nesta sexta-feira.

No entanto, segundo o mesmo estudo, a ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni ficaria mais perto do líder do Likud (direita, oposição), Benjamin Netanyahu, que o ministro dos Transportes, Shaul Mofaz.

De acordo com outra pesquisa efetuada junto aos 70.000 inscritos neste partido e publicada pelo jornal Yediot Aharonot, Livni supera Mofaz em oito pontos porcentuais (51% contra 43% de intenções de voto nas primárias).

ms/yw

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