Por Adam Entous e Ari Rabinovitch JERUSALÉM (Reuters) - O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse na terça-feira que ele e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, chegaram a entendimentos e pontos de concordância a respeito de algumas questões importantes no processo de paz, retomado em novembro sob os auspícios dos EUA.

As autoridades palestinas reagiram com ceticismo ao tamanho desse progresso. Mas, na véspera da chegada à região do presidente norte-americano, George W. Bush, o primeiro-ministro israelense está ávido em enfatizar boas notícias- -- especialmente porque ele próprio está envolvido numa investigação policial, sob suspeita de caixa-dois eleitoral.

'Nossas conversas com a Autoridade Palestina são sérias e significativas', disse Olmert em discurso a dignitários estrangeiros e líderes empresariais que participam de uma conferência por ocasião do 60o aniversário da criação de Israel.

'Houve progressos significativos, e entendimentos e pontos de concordância foram alcançados a respeito de assuntos importantes, mas não a respeito de todas as questões', acrescentou Olmert.

Ele não detalhou as supostas concordâncias, mas disse que 'o maior e mais importante desafio para o Estado de Israel, que é determinar seu futuro, é o desafio de determinar as fronteiras permanentes.'

Bush, que ficará até sexta-feira em Israel, promoveu em novembro a retomada do processo de paz, que ele espera ver concluído até o final de seu mandato, em janeiro -- prazo que muitos acham impossível.

O negociador palestino, Saeb Erekat, reagiu às declarações de Olmert dizendo que 'nossas negociações têm sido sérias e profundas, mas lacunas ainda existem em todas as questões'.

'Esperamos eliminar as lacunas', acrescentou.

Outra fonte oficial palestina disse à Reuters, sob anonimato, não saber 'de que tipo de progresso ele [Olmert] está falando'. 'Ainda há um longo caminho pela frente', disse.

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