O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert, afetado por suspeitas de corrupção, autorizou nesta quarta-feira seu partido Kadima a preparar a realização de primárias, enquanto aumentam os pedidos para que seja destituído de seu cargo, indicou uma autoridade da formação política.

"Olmert deu sua autorização ao lançamento de consultas para a organização de eleições primárias", declarou à AFP um alto membro do Kadima, após ter se reunido com Olmert e autoridades do partido.

A comissão encarregada dos assuntos internos do partido se reunirá na próxima segunda-feira, informaram as mesmas fontes.

A posição de Olmert ficou muito delicada após o pedido da número dois do Kadima, a ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni, para a organização de eleições primárias, após o depoimento de um empresário israelense-americano, Morris Talansky, que afirmou no final de maio que havia entregado várias somas de dinheiro em espécie a Olmert.

Ehud Olmert desmentiu toda malversação, mas indicou que renunciaria se um processo fosse aberto contra ele.

Um deputado do Kadima bastante ligado ao primeiro-ministro, Otniel Shneller, declarou à AFP que a decisão desta quarta-feira não significava que Olmert tivesse aceitado renunciar.

"Nosso partido deve se preparar para a possibilidade de o primeiro-ministro decidir abandoná-lo. No entanto, não aceitou fixar uma data para a votação", disse.

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