Olmert anuncia libertação de prisioneiros e Abbas defende trégua

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, anunciou nesta segunda-feira a libertação iminente de 250 prisioneiros palestinos, durante um encontro com o presidente palestino, Mahmud Abbas, que defendeu a manutenção da trégua em Gaza, abalada recentemente por uma onda de violência.

AFP |

"O presidente Abbas pediu a libertação dos prisioneiros palestinos, e Olmert anunciou a decisão do governo israelense de libertar 250 no início de dezembro", declarou à AFP o negociador palestino Saeb Erakat.

Um alto representante israelense, que não quis ser identificado, confirmou estas libertações, destacando que elas acontecerão durante a festa muçulmana de Al-Adha, que deve começar no dia 7 ou 8 de dezembro.

Durante a reunião, realizada na residência de Olmert em Jerusalém, Abbas "insistiu na trégua e na necessidade de preservá-la, assim como na importância de garantir as necessidades humanitárias e de alimentos da população da Faixa de Gaza", acrescentou Erakat.

Olmert, por sua vez, culpou o Hamas pelas violações da trégua em Gaza, e advertiu que em caso de escalada "Israel será obrigado a responder", segundo o representante israelense.

Abbas exortou os grupos armados palestinos a parar com os disparos de foguetes contra o território israelense. "É preciso acabar com todas as ações que podem afetar a trégua. Em outras palavras, é preciso acabar com os disparos de foguetes que em nada contribuem para a causa palestina", afirmou o presidente palestino depois de uma reunião com o chanceler britânico, David Miliband, em Ramallah.

"Penso que é crucial que o cessar-fogo seja mantido", concordou Miliband.

A trégua que vigora há cinco meses na Faixa de Gaza é ameaçada por uma onda de violência, responsável pela morte de 15 ativistas palestinos desde o dia 4 de novembro.

Nesta segunda-feira, 13 foguetes e um morteiro foram disparados na direção do sul de Israel, sem deixar vítimas mas provocando danos em várias casas, segundo o Exército e a Polícia. Os disparos foram reivindicados pelo grupo radical Jihad Islâmica.

"Ninguém pode aceitar tais bombardeios e, se for necessário, vamos agir", garantiu, por sua vez, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, citado pela rádio pública.

O Hamas criticou o encontro entre Abbas e Olmert, que qualificou de "farsa" destinada a avalizar "os massacres cometidos pelo inimigo".

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