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Oliver Stone defende o grande fenômeno Hugo Chávez no Festival de Veneza

Veneza (Itália), 7 set (EFE).- O diretor americano Oliver Stone apresentou hoje no Festival Internacional de Cinema de Veneza sua visão, claramente positiva, sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, um grande fenômeno que revolucionou a América Latina com sua política de oposição aos Estados Unidos, segundo ele.

EFE |

Em entrevista coletiva, Stone demonstrou sua total admiração por Chávez, cuja presença da estreia do documentário "South of the Border" não quis confirmar. "Não posso dizer que sim, não posso dizer que não", se limitou a afirmar.

No entanto, fontes do festival confirmaram hoje a chegada do presidente da Venezuela para assistir à projeção.

Chávez é o protagonista absoluto do filme de Stone e é apresentado como o máximo expoente de uma nova política, segundo explicou o co-roteirista do documentário, Tariq Ali.

Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; da Bolívia, Evo Morales; do Paraguai, Fernando Lugo; do Equador, Rafael Correa; de Cuba, Raúl Castro, além da governante da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, aparecem no documentário mostrando seu apoio a Chávez e sua rejeição às políticas dos Estados Unidos e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"O FMI não é muito popular nos sete países aos quais viajei", explicou Stone, que ressaltou que as políticas seguidas pelo fundo foram rejeitadas tanto pelo Banco Mundial, quanto por muitos economistas de prestígio.

Segundo ele, é "uma organização neoliberal de Washington" que prejudicou o desenvolvimento de muitos países sul-americanos, até que o ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner se tornou "um herói ao ser o primeiro na América do Sul a desafiar o FMI".

Chávez seguiu a mesma linha de Kirchner, segundo Stone, que opinou que, desde sua chegada à Presidência da Venezuela, a situação dos pobres melhorou e houve "uma maravilhosa mudança".

O cineasta explicou que, embora o documentário mostre os ataques da imprensa americana a Chávez, quis fazer uma história que fosse além dessas críticas, já que o presidente da Venezuela é "muito mais".

Ali, a quem Stone passou a palavra várias vezes durante a coletiva, explicou que Chávez se transformou no líder de um movimento na América do Sul que gerou novas organizações políticas, que cumprem com o que tinham prometido nas campanhas eleitorais.

"E isso surpreende na América Latina, onde as pessoas não estão acostumadas que seus dirigentes mantenham sua palavra. É algo incomum", disse Ali.

Afirmou ainda que "Chávez, Morales, Correa, Lugo, Lula de outra forma ou Michelle Bachelet, no Chile, têm um objetivo simples: falar com uma só voz quando têm que tratar com os EUA e fortalecer a situação da América Latina".

"Esse foi o sonho de Bolívar" e isso é o que mostra o documentário "South of the Border". EFE agf/pd

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