Los Angeles (EUA), 9 mai (EFE) - O diretor Oliver Stone afirmou que o filme W sobre o atual presidente americano, George W. Bush, pode ser definido como uma sátira e contará com uma pitada de humor.

Em declarações à "Entertainment Weekly", o diretor, ganhador de três Oscar (dois como diretor por "Platoon" e "Nascido em Quatro de Julho" e outro pelo roteiro de "O Expresso da Meia-Noite"), disse que o filme será "uma biografia com realismo mágico".

Josh Brolin e Elizabeth Banks interpretam Bush e sua esposa, Laura, respectivamente, enquanto James Cromwell e Ellen Burstyn, darão vida aos pais do atual inquilino da Casa Branca, George H.W e Barbara.

Os produtores esperam que, se tudo correr conforme o previsto, o filme possa chegar às salas de cinema em novembro, mês no qual serão realizadas as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Stone revelou à publicação que ainda está buscando a pessoa ideal para interpretar Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos.

"Estamos atrás de alguém muito interessante", disse Stone, que negou o rumor de que Robert Duvall fosse interpretar esse personagem.

O diretor de filmes como "Alexandre" ou "As Torres Gêmeas" também comentou a possibilidade de que a estréia deste filme seja tão polêmica ou inclusive mais do que as estréias de "JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar" e "Nixon".

"Tem que ser um material fresco. Não sabemos muito sobre Bush ainda. Foram publicados alguns livros. Acho que 'Against All Enemies' -de Richard Clarke- era um grande começo para uma pesquisa", apontou Stone.

"E lemos todos os livros de Bob Woodward, mas pega muito leve com Bush, muito leve", continuou.

"Stanley Weiser (co-roteirista do filme) leu 17 livros sobre Bush. Trabalhou duro para ter a idéia correta, mas é cedo. Tem que deixar que os livros sejam feitos com a passagem dos anos".

Stone mencionou a atual corrida presidencial, na qual destacou o trabalho do democrata Barack Obama.

"Não acompanho os detalhes. Entristece-me. Acho que Obama é firme e acredita em sua mensagem, mas a imprensa empurra o povo para baixo. Qualquer um pode cair se estiverem sobre eles todo o tempo", argumentou o diretor.

"E inclusive caso ele se torne presidente, o que vai fazer? O que vai fazer com a dívida? Como vai sair do Iraque? Não pode. Estamos presos ali. Também temos uma guerra no Afeganistão e tropas em outros países. Será duro se desfazer desse vínculo, inclusive para Obama, mas é preciso tentar. O que mais podemos fazer?". EFE mg/bm/db

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