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Óleo de girassol contaminado não representa risco grave à saúde, diz CE

Redação Internacional, 26 abr (EFE).- O óleo de girassol ucraniano contaminado com hidrocarbonetos alarmaram alguns países da União Européia (UE), mas suas autoridades reconheceram hoje que não representa risco grave à saúde.

EFE |

A Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE), que confirmou a existência do óleo contaminado nos países: França, Itália, Holanda, Reino Unido e Espanha, explicou que, segundo as análises efetuadas, o risco sobre seu consumo está no nível mais baixo da escala européia, já que não põe em perigo a saúde humana.

A entrada de óleo ucraniano na UE foi interrompida, explicou à Agência Efe uma porta-voz da CE.

Segundo o Executivo europeu, o produto, contaminado com óleos minerais, saiu da Ucrânia com destino à UE em 23 de fevereiro.

O óleo em questão não foi refinado e, para ser posto à venda, ainda precisa ser submetido a um processo específico, explicou a porta-voz Valérie Rampi, segundo quem ainda não foram determinadas as marcas que comercializaram o produto contaminado nem foi descartada a hipótese de que ele apareça em outros países do bloco.

Na Ucrânia, nenhum funcionário ou porta-voz oficial comentou as notícias sobre o óleo de girassol contaminado, reproduzidas apenas hoje por alguns jornais e tendo repercussão nos meios de comunicação russos e espanhóis.

Um analista do mercado agrário, que pediu para não ser identificado, disse à Efe que, previsivelmente, o Governo enfocará esse escândalo como "um problema das estruturas comerciais responsáveis pelo fornecimento, embora tenham assinado os contratos sob garantias do Estado".

A França foi alarmada após a detecção de contaminação em lotes de óleo de girassol procedentes da Ucrânia e que foram distribuídas em vários países europeus.

Um porta-voz oficial disse hoje em Paris que o lote que gerou o alerta na UE era de 2.500 toneladas que entraram na França pelo porto de Sète (sul) em fevereiro e março.

O porta-voz francês disse que não podia dar indicações sobre a origem do produto contaminado, além do ucraniano, e que é muito cedo para conhecer sua natureza e periculosidade.

Amostras do óleo foram enviadas a três laboratórios especializados na análise de hidrocarbonetos, e os resultados não estarão disponíveis até segunda-feira.

Na Espanha, o alerta foi acionado na sexta-feira, e o Ministério da Saúde recomendou não consumir o óleo, mas alertou que a grande maioria do produto potencialmente contaminado "está fora da rede alimentícia ou em fase de retirada antes de sua comercialização".

Hoje, o ministro da Saúde espanhol, Bernat Soria, afirmou que a situação apresentada com o óleo "está controlada" e que a recomendação de não consumi-lo está próxima de ser suspensa.

Soria disse que os consumidores que virem hoje o óleo de girassol nos supermercados "podem ficar tranqüilos" porque esses lotes não procedem da Ucrânia e podem ser consumidos.

O ministro espanhol também disse que, em qualquer caso, o óleo tem concentração muito pequena de hidrocarbonetos e, portanto, "não há risco de intoxicação aguda".

Em Portugal, a Autoridade de Segurança Alimentar e Econômica (ASAE) informou que, "caso os cidadãos tenham consumido o produto, o mesmo não representa grave risco para a saúde devido ao baixo nível de contaminação até agora conhecido".

As autoridades portuguesas confirmaram a entrada no país de óleo de girassol ucraniano comprado na Espanha, e recomendaram aos consumidores não utilizarem esses produtos.

A ASAE recomendou que os consumidores evitem produtos de óleo de girassol, já que não identificou todas as marcas e lotes nacionais que possam ter sido contaminados.

Na Holanda, as autoridades retiveram 5.700 toneladas de um lote de óleo contaminado, informou à Efe a porta-voz da Agência de Alimentos e Mercadorias (VWA, em holandês), Johanna Besteman.

O óleo contaminado "não chegou ao mercado e se encontra retido desde meados de abril no porto de Roterdã, entre outros lugares", explicou Besteman.

Na Itália, a associação de defesa dos direitos do consumidor ADUC pediu hoje à ministra da Saúde, Livia Turco, que reporte o caso do óleo de girassol contaminado procedente da Ucrânia e diga em que marcas ele está presente.

Em comunicado, a ADUC destacou que tinha conhecido a existência de lotes de óleo de girassol contaminado procedente da Ucrânia, mas que "não existem riscos reais para a saúde, já que o refino impede a concentração excessiva de hidrocarbonetos alifáticos". EFE nac/wr/fb

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