Oito tremores de até 4,1 graus atingem centro da Itália em seis horas

Roma, 12 jan (EFE).- O centro da Itália registrou hoje oito tremores de terra entre 2,5 e 4,1 graus na escala Richter em apenas seis horas, mas as autoridades italianas desconhecem danos pessoais ou materiais.

EFE |

Segundo o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INGV), o tremor de maior magnitude, de 4,1 graus na escala Richter, ocorreu às 14h35 pelo horário local (11h35 em Brasília) na mesma região onde ocorreram os outros sete desta terça-feira: Ascoli Piceno, na província das Marcas.

Esse terremoto, o penúltimo registrado, foi também sentido nas províncias vizinhas de Úmbria e Abruzos, onde ocorreu o terremoto de 5,8 graus na escala Richter ocorrido em 6 de abril do ano passado, que deixou 299 mortos.

O tremor de 4,1 graus de hoje aconteceu a 24,1 quilômetros de profundidade e com epicentro entre os municípios de Montappone, Falerone e Monte Vidon Corrado, onde foi sentido com grande intensidade durante pelo menos 3 ou 4 segundos.

Até esse momento, o terremoto de maior magnitude do dia na região era o que ocorreu às 9h25 pelo horário local (6h25 em Brasília), que assutou a população, mas não causou danos pessoais nem materiais.

Esse tremor chegou precedido por um de 2,9 graus às 9h07 pelo horário local (6h07 em Brasília) e posteriormente outros seis ocorreram, dois de 2,6 graus e outros dois de 2,7 graus na escala Richter, assim como o de 4,1 graus e um último de 2,5 graus às 15h04 pelo horário local (14h04 em Brasília).

O diretor da divisão de Sismologia e Tectonofísica do INGV, Antonio Piersanti, explica, em declarações à imprensa italiana, que o risco de ocorrer um terremoto de grande impacto na região é "extremamente baixo", embora não se pode descartá-lo totalmente.

Nessa região "teoricamente poderiam ocorrer fortes tremores, mas a probabilidade absoluta de que isso aconteça é muito pequena. Essa área teve uma história de grandes terremotos, mas sua história sísmica é muito menos intensa com relação à dos Abruzos", comenta Piersanti.

Em 26 de setembro de 1997, as províncias das Marcas e Úmbria foram castigadas por um tremor de 6,4 graus na escala Richter que resultou em 11 mortos, destruiu uma parte da basílica de São Francisco de Assis e obrigou dezenas de milhares de pessoas a evacuarem. EFE mcs/sa

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