Oito pessoas são detidas após polêmica de vazamento de provas no Egito

Cairo, 17 jun (EFE).- Pelo menos oito pessoas foram detidas nos últimos dias acusadas de vazar as provas do último ano do ensino médio antes de sua realização, em uma polêmica que chegou ao Parlamento egípcio, informou hoje o jornal Al-Ahram.

EFE |

As detenções aconteceram em meio às investigações abertas pela Promotoria sobre o vazamento destas provas na província de Miniya (sul), que funcionam como um vestibular, segundo o "Al-Ahram".

Os exames têm sido cercados de problemas desde seu início, há duas semanas, por informações da imprensa sobre o suposto vazamento e venda de folhas das provas de matemática.

A repercussão foi tão grande que a polêmica chegou até o seio do Parlamento egípcio, no qual vários deputados pediram ontem à noite a renúncia dos dirigentes do Ministério da Educação por negligência na fiscalização das provas, que também "continham vários erros técnicos e perguntas complexas".

Nas investigações realizadas em decorrência do incidente, a dona de um posto telefônico foi detida após ser acusada de enviar por fax uma cópia da prova para o pai de uma aluna do último ano do ensino médio.

Segundo o jornal, a Polícia egípcia também continua procurando o principal acusado pelo vazamento, identificado como Ayman Rabie Farag, que nos últimos três anos entregou cópias dos exames às filhas de um deputado em Miniya antes do dia da aplicação das provas.

Além disso, foi aberta outra investigação sobre as provas feitas em um hospital da mesma província por filhos de altos funcionários que fingiram estar doentes para que os examinadores levassem em conta a enfermidade durante as correções. EFE hh/wr/fal

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