Oito membros de uma mesma família, entre eles três mulheres, morreram nesta sexta-feira num bombardeio aéreo americano contra Tikrit (norte), em um ataque que foi confirmado pelas Forças Armadas americanas no Iraque.

Segundo militares, o alvo do ataque era a casa de um suposto membro da Al-Qaeda.

"Um suposto terrorista e membro da Al-Qaeda, suspeito de participar na preparação de ataques, foi morto nesta sexta-feira pelas forças da coalizão numa operação na região de Tikrit", comunicou o exército.

Informados sobre a presença do "terrorista" numa casa da localidade de Al-Dour, as forças "cercaram o lugar e ordenaram a seus ocupantes que se rendessem. Depois de uma hora, um homem armado apareceu na porta e as forças da coalizão, sentindo uma intenção hostil, dispararam contra ele", afirma o comunicado militar oficial.

"Durante a operação, aparelhos de apoio aéreo dispararam e mataram três pessoas suspeitas de terrorismo. Três mulheres também morreram ", acrescenta.

O comunicado também fala de um menino iraquiano que ficou ferido e foi retirado dos escombros e atendido pela coalizão.

O Exército teria conseguido prender o alvo principal da operação, suspeito de ser um dos principais fornecedores de bombas de fabricação caseira na região de Mouqdadiyah, onde mais de 25 bombas causaram 38 vítimas desde 1º de agosto".

O tenente iraquiano Firas al-Douri indicou, por sua parte, que oito pessoas da mesma família, cinco homens e três mulheres, morreram num bombardeio americano contra sua casa em Al-Dour, 180 km ao norte de Bagdá.

Testemunhas e policiais confirmaram a informação a um correspondente da AFP.

Segundo Abdel Karim Khalil Ibrahim, primo da família atacada, a casa foi cercada pelas forças americanas e depois bombardeada por helicópteros.

Al-Dour é o lugar onde o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein se refugiou e onde foi capturado em 13 de dezembro de 2003 pelo Exército americano, que o perseguia desde o início da invasão do Iraque em março do mesmo ano.

Reduto de Saddam Hussein e de sua tribo, a região de Tikrit, de maioria sunita, é um dos focos da rebelião contra os Estados Unidos, que perdeu força no último ano no país.

A violência no Iraque já provocou a morte de 95.000 civis desde a invasão do país, segundo o site do grupo independente "Iraqi Body Count".

Em janeiro passado, o governo iraquiano e a Organização Mundial da Saúde (OMS) falaram de cifras que vão de 104.000 a 223.000 mortos (civis e militares) desde março de 2003.

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