Oito anos após o 11/9, Obama promete continuar combatendo a Al-Qaeda

Falando ao povo americano pela primeira vez como presidente em uma data tão emblemática quanto o 11 de setembro, no oitavo aniversário dos atentados contra o World Trade Center e o Pentágono, Barack Obama prometeu nesta sexta-feira que jamais recuará na luta contra a Al Qaeda.

AFP |

Memórias dolorosas do dia dos ataques voltaram por um momento quando um exercício de treinamento da Guarda Costeira provocou um alerta de que uma embarcação suspeita teria sido atingida no rio Potomac, que não fica longe do Pentágono. O alarme foi suspenso pouco depois.

Pela primeira vez no papel de líder de uma nação em luto, Obama lamentou que a passagem do tempo não tenha amenizado a dor da perda de quase 3.000 vidas em "um momento terrível".

"Renovemos nossa resolução contra aqueles que cometeram este ato bárbaro, e que ainda fazem planos contra nós", declarou Obama, em uma cerimônia no memorial erguido na sede do Pentágono, atingido por um dos aviões sequestrados por terroristas da Al Qaeda oito anos atrás.

"Para defender nossa nação, nós jamais hesitaremos", afirmou o presidente, debaixo da chuva que caía sobre Washington.

"Para perseguir a Al-Qaeda e seus aliados extremistas, nós jamais recuaremos", continuou Obama, que transformou a guerra que se arrasta no Afeganistão desde 2001 em sua prioridade militar, justamente para acabar com o que resta da Al Qaeda e do Talibã no país.

"Consciente de que o trabalho de proteger os Estados Unidos nunca termina, nós faremos tudo o que pudermos para manter o país seguro", destacou.

Obama deu início às cerimônias nacionais de memória do 11/9 com um minuto de silêncio na Casa Branca. Em seguida, fez um discurso afirmando que "oito setembros vieram e se foram" desde os atentados, mas a tristeza ainda permanece.

"Nenhuma mudança de estação pode diminuir a dor e a perda daquele dia. Nenhuma passagem de tempo e nenhum céu negro pode jamais embotar o significado deste momento".

O presidente, que neste momento concentra seus esforços em assuntos mais domésticos, como a aprovação de seu plano de reforma do sistema de saúde, também relembrou o sentimento de unidade e propósito comum que dominou os Estados Unidos nos dias que se seguiram aos ataques.

"Em um dia no qual outros tentam tirar nossa confiança, renovemos nosso propósito comum", disse.

"Que relembremos como nos unimos como uma só nação, como um só povo, como americanos, unidos não apenas em nossa tristeza mas em nossa resolução de nos apoiarmos uns nos outros, de apoiar o país que todos nós amamos", continuou Obama.

O presidente falou para uma platéia composta por familiares das 184 pessoas que morreram no ataque ao Pentágono.

Mais cedo, exatamente às 08H46 (12H46 GMT), horário em que o primeiro avião sequestrado pela Al Qaeda atingiu a torre norte do WTC, Obama e a primeira-dama Michelle permaneceram do lado de fora da Casa Branca com as cabeças abaixadas em sinal de luto.

Além das cerimônias em Nova York e no Pentágono, uma terceira homenagem foi organizada na Pensilvânia, no campo onde caiu o quarto avião sequestrado, cujo alvo era o prédio do Capitólio.

No dia 11 de setembro de 2001, Obama ia de carro para o trabalho no Illinois quando soube pelo rádio dos ataques. Em 2009, ele é o primeiro presidente depois de George W. Bush a coordenar as cerimônias em memória das vítimas dos atentados.

col/ap

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