OIT: Brasil, Argentina, Chile e México adotaram políticas pró-emprego

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) destacou, nesta quinta-feira, no Chile, o enorme grau de convergência nas políticas adotadas pelas principais economias da América Latina, para resguardar o emprego diante da crise econômica mundial.

AFP |

Os ministros do Trabalho do Brasil, Carlos Lupi, do Chile, Claudia Serrano, do México, Francisco Javier Salazar, e da Argentina, Carlos Tomada, reuniram-se com o diretor da OIT, Juan Somavía, que destacou que as medidas adotadas pelos quatro países são "eficientes para enfrentar a crise".

"O fato de que, hoje, reúnam-se os ministros das principais economias da região para debater seus planos de estímulo é fundamental na hora de enfrentar a crise que nos traz o fantasma do desemprego", afirmou Somavía.

A reunião aconteceu no Palácio presidencial de La Moneda, na presença da presidente chilena, Michelle Bachelet, que apresentou as políticas adotadas por seu governo para enfrentar o desemprego, que beira os 7% no Chile.

"Esses quatro países compartilham uma mesma ética: trata-se de proteger o emprego e, para isso, o papel do Estado é insubstituível", defendeu a ministra chilena.

México, Argentina, Brasil e Chile implantaram milionários planos que aumentaram seus orçamentos em obras públicas, para gerar emprego.

A estratégia anticrise adotada pelo presidente mexicano, Felipe Calderón, inclui manter, ou reduzir, tarifas energéticas, e apoiar a indústria e os desempregados. O plano mexicano prevê um aumento de cerca de 2,3 bilhões de dólares para obras de infra-estrutura e a ampliação em 40% de um programa de emprego temporário, a redução das tarifas elétricas do setor industrial e uma queda no preço do gás.

Já a presidente argentina, Cristina Kirchner, lançou um plano de 21 bilhões de dólares destinado a obras públicas, e outro, de 3,8 bilhões de dólares, para levar adiante um plano de incentivo ao consumo, ao investimento, ao trabalho e à produção.

No Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva já lançou um plano que prevê corte de impostos e ajuda às empresas, como o apoio à compra de automóveis, cuja indústria é muito significativa no país. Também criou um fundo soberano de 5,9 bilhões de dólares para amenizar os efeitos da crise.

lto/tt

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