Paris, 30 abr (EFE).- A Organização Mundial para a Saúde Animal (OIE) disse hoje que não se deve sacrificar porcos por causa da gripe suína e reiterou que esta deve ser denominada gripe da América do Norte, porque, por enquanto, o vírus não foi isolado nos animais.

"A OIE adverte a seus membros que o sacrifício de porcos não ajudará a proteger o público ou os animais dos riscos deste novo vírus da gripe", e considera que essa ação é "inadequada", afirmou a OIE.

A informação científica disponível "até o momento pela OIE e suas organizações associadas indica que o vírus A/H1N1 é transmitido entre os humanos", e insiste em que "não há evidências de infecção em porcos, nem de humanos que se infectem diretamente" dos animais, afirma a OIE, em comunicado.

Na nota, a organização ressalta que "não é simplesmente um vírus da gripe suína", porque contém material genético de gripe de origem humana, aviária e suína.

O Governo egípcio decidiu ontem sacrificar toda a população de porcos do país, calculada em cerca de 300 mil animais.

A imprensa, que começou denominando a doença como gripe suína, já usa denominações como "gripe mexicana" ou "nova gripe".

Países como Rússia e China proibiram a importação de carne suína e derivados do México e de países como Estados Unidos, Cuba, República Dominicana e Colômbia. EFE jaf/an

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