Paris, 16 jul (EFE).- A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ressaltou hoje que o sacrifício de porcos não é justificado para evitar a propagação da gripe suína, como também não procede a proibição de importar estes animais ou produtos derivados.

A OIE, em comunicado divulgado hoje, no qual reitera suas recomendações às autoridades de todo o mundo, insiste em que o sacrifício de porcos não ajudará a se proteger frente aos riscos que o vírus A (H1N1) apresenta para a saúde dos cidadãos ou dos animais.

Em todo caso, indica que os países que decidirem adotar o sacrifício em aplicação do princípio de precaução, têm que fazer isso de acordo com os padrões internacionais da organização sobre o bem-estar animal, e com os métodos utilizados no caso do controle de doenças.

A OIE ressalta que "não há evidência, por enquanto, de que os animais estejam tendo nenhum papel na epidemiologia ou na propagação do vírus", que continua se estendendo entre os humanos no mundo todo e que, na maior parte dos casos, apresenta sintomas que não implicam gravidade.

Reitera também que suas recomendações caso seja detectado um contágio de animais em uma criação preveem um controle dos movimentos.

A OIE lembrou estas recomendações depois que as autoridades argentinas confirmaram, no final de junho, que houve casos de contágios de porcos, algo sobre o qual, até então, só se tinha conhecimento no Canadá. EFE ac/an

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