A expressão gripe suína para qualificar a epidemia que surgiu no México não é apropriada, na medida que o vírus que a provoca não pode ser isolado nos animais, destaca a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

"O vírus não foi isolado até agora nos animais. Não se justifica então que a doença seja chamada de gripe suína", afirma a OIE (na sigla antiga, Organização Internacional de Epizootias) em um comunicado.

O termo "gripe suína" é usado desde sexta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em referência ao mal que matou 103 pessoas no México.

O diretor geral de OIE, Bernard Vallat, afirmou à AFP que está em contato com a OMS para falar sobre o tema.

"No passado, várias epidemias de gripe de origem animal foram denominadas em função da origem geográfica, por exemplo a gripe espanhola (1918-19) ou a gripe asiática (1957-58). Por isso, seria lógico chamar esta enfermidade de 'gripe norteamericana', afirma a nota da OIE, uma organização intergovernamental que reúne 174 países e que tem sede em Paris.

"Não há nenhuma prova da transmissão do vírus por meio da alimentação", completa o comunicado, que considera inapropriadas as restrições ao comércio impostas por alguns países, como Rússia e China.

"Atualmente, apenas os resultados que estabeleçam uma circulação deste vírus nos porcos nas zonas onde há casos humanos justificariam medidas comerciais na importação de porcos procedentes destes países".

"No entanto, não se trata de um vírus clássico de gripe humana, e sim de um vírus que tem características suínas, aviárias e humanas", completa o comunicado.

boc/fp

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