Ofuscado por Obama, McCain alimenta especulação sobre vice

Por Jeff Mason BALTIMORE, EUA (Reuters) - Seria esta uma boa semana para anunciar um companheiro de chapa? John McCain não responde, mas não se importa que perguntem. Para o candidato republicano à Casa Branca, o importante é não sumir de vista enquanto seu rival democrata Barack Obama faz uma concorrida viagem ao exterior.

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Ironicamente, as duas escalas mais visíveis dessa viagem -- Iraque e Afeganistão -- foram sugeridas pelo próprio McCain, quando insinuava que seu adversário não conhecia de perto a realidade das guerras norte-americanas.

Para continuar na mídia, McCain está alimentando as especulações sobre seu candidato a vice, criticando a imprensa por uma suposta simpatia pelo rival e atacando Obama por suas propostas para o Iraque.

Na noite de segunda-feira, o colunista Robert Novak provocou alvoroço ao dizer que a escolha do vice era iminente.

No dia seguinte, McCain riu e desconversou. Os assessores também desmentiram, mas o boato já havia virado notícia.

Antes, houvera também um atrito com o New York Times, que rejeitara um artigo de McCain sobre o Iraque, em resposta a um texto semelhante que havia sido publicado por Obama.

A campanha republicana usou o fato como mais um sinal de que a imprensa teria um viés pró-Obama. Nos bastidores, um assessor admitiu que a polêmica chamou mais a atenção para McCain do que se o artigo tivesse sido publicado.

Batendo nessa tecla, na terça-feira o comitê de McCain divulgou um vídeo chamado 'Obama Love', para mostrar mais exemplos de como a mídia supostamente ama o candidato.

E, aproveitando a viagem do democrata ao exterior, McCain tratou de enfatizar suas diferenças nos temas de política externa. Ex-prisioneiro de guerra no Vietnã, assíduo visitante do Iraque e do Afeganistão, o republicano criticou o rival por não ter apoiado o reforço militar de 2007 que, segundo ele, levou à estabilização do Iraque.

'Quando adotamos o reforço, estávamos perdendo a guerra no Iraque, e me levantei e disse que eu preferia perder uma campanha [eleitoral] a perder uma guerra. Aparentemente, o senador Obama, que não entende o que está acontecendo no Iraque ou não admite o sucesso no Iraque, prefere perder uma guerra a perder uma campanha', disse McCain na terça-feira.

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