Paul Almanza quer que Bradley Manning, acusado de promover o maior vazamento da história dos EUA, enfrente 22 acusações

Um oficial do Exército americano recomendou nesta quinta-feira que Bradley Manning , analista de inteligência acusado de ter promovido o maior vazamento de informações secretas da história dos Estados Unidos , enfrente a corte marcial.

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Foto tirada em 22/12/2011 mostra Bradley Manning enquanto é levado de um tribunal
AP
Foto tirada em 22/12/2011 mostra Bradley Manning enquanto é levado de um tribunal

A recomendação do coronel Paul Amanza de julgar Bradley Manning por todas as 22 acusações, incluindo a de ajudar o inimigo, em um tribunal militar agora vai ser repassada para outros comandantes para que seja feita uma decisão final.

Almanza enviou seu relatório ao coronel Carl Coffman, comandante da guarnição da base de dados comum de Myer-Henderson, perto de Washington. Coffman, então, fará sua recomendação ao comandante militar do Distrito de Washington, o general Michael Linnington, a quem cabe a decisão final. Os militares não revelaram um cronograma para essas decisões.

Manning, 24 anos, supostamente entregou mais de 700 mil documentos americanos secretos ao website WikiLeaks para a publicação. Promotores afirmam que o fundador do site, Julian Assange , colaborou com Manning. Advogados de defesa dizem que Manning é claramente um soldado problemático e que o Exército nunca deveria ter confiado a ele o acesso a materiais secretos.

Almanza presidiu os sete dias de audiências preliminares do caso Manning , em dezembro. Durante a audiência, promotores militares fizeram pressão para que Manining enfretasse a corte marcial, dizendo que ele fez downloads e transferências eletrônicas ao WikiLeaks de quase meio milhão de relatórios de campos de batalha no Iraque e no Afeganistão, milhares de telegramas diplomáticos e um vídeo do ataque do Exército realizado em 2007 que o WiliLeaks compartilhou com o mundo.

Os advogados de Manning rebateram as acusações, dizendo que outras pessoas tinham acesso ao local de trabalho de seu cliente. Eles mantêm que Manning é um soldado homossexual que enfrenta problemas com sua identidade por conta do período em que os homossexuais era impedidos de servir o Exército e se assumirem, na política do Don't Ask, Don't Tell.

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Segundo a defesa, a aparente indiferença de Manning com as regras de segurança durante seu treinamento e suas crescentes explosões cada vez mais violentas durante sua preparação deveriam ter servido de alertas aos comandantes de que ele não poderia ter acesso ao material secreto.

Os advogados do acusado também afirmam que os computadores militares não possuíam a segurança necessária e que o material publicado pelo WikiLeaks ameaçaram pouco ou não ameaçaram a segurança nacional. Ele, que foi preso em maio de 2010 pela acusação, pode enfrentar prisão perpétua caso condenado.

Com AP

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