Paul Stephenson, que renunciou em julho, disse ter começado a se preocupar quando viu informações confidenciais nos jornais

Paul Stephenson , ex-chefe da polícia de Londres, afirmou nesta segunda-feira que um "número reduzido" de oficiais vazavam informações à imprensa sobre as atividades policiais, fato que provocou sua renúncia em meio ao escândalo de escutas telefônicas ilegais do extinto tabloide News of the World .

Em meio ao escândalo, Paul Stephenson renunciou em 17 de julho do ano passado
AFP
Em meio ao escândalo, Paul Stephenson renunciou em 17 de julho do ano passado
Diante do juiz Brian Leveson, que está a cargo da investigação sobre a ética jornalística e a relação entre a polícia e a imprensa, o ex-responsável pela Polícia Metropolitana de Londres (conhecida por Met ou Scotland Yard) afirmou que as informações passadas eram "pouco úteis", mas chegou a causar problemas entre os responsáveis da força.

Relação estreita

Stephenson reconheceu que os contatos entre seus colegas e os jornalistas eram "mais estreitos" do que ele imaginava, mas se negou a citar os nomes dos agentes que passavam informações à imprensa.

"Estou me referindo a um número reduzido de policiais, que em algumas ocasiões recorriam à fofoca ou transmitiam histórias da própria Met", acrescentou.

O antigo chefe policial admitiu que só começou a se preocupar com a situação depois que detalhes de algumas reuniões confidenciais dos responsáveis da polícia apareceram nos jornais.

Stephenson renunciou ao cargo em julho de 2011, quando a imprensa revelou que o mesmo tinha contratado Neil Wallis , ex-diretor executivo do News of the World, como assessor de relações públicas, além de ter aceitado uma estadia de graça em um luxuoso spa.

O News of the World foi o pivô central de uma polêmica em 2011, quando foi revelado que o tabloide grampeava celulares de ricos e famosos, além de vítimas de terrorismo e integrantes das Forças Armadas.

A Polícia de Londres continua investigando o caso dos "grampos" ilegais do tablóide dominical, que foi fechado em julho 2011, e também os supostos subornos de policiais para obter notícias exclusivas.

Depois de o caso vir à tona, dezenas de empregados do News of the World foram presos por causa das escutas, assim como 11 jornalistas do The Sun, também de Rupert Murdoch , foram presos por subornarem policiais.

*Com EFE

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