Oficiais paquistaneses confirmam a morte do chefe da Al-Qaeda no país

O chefe de operações da Al-Qaeda no Paquistão e seu braço-direito na semana passada alcançados por um míssil americano nas zonas tribais do noroeste, na fronteira com o Afeganistão, confirmaram fontes da segurança americana e paquistanesa.

AFP |

Os indivíduos em questão são o queniano Usama al-Kini, considerado o chefe de operações da Al-Qaeda no Paquistão, e seu auxiliar Sheij Ahmed Salim Swedan, informou um funcionário americano da luta antiterrorista que não quis ser identificado.

As duas mortes também foram confirmadas por altos funcionários paquistaneses. Segundo eles, os dois homens morreram em 1o. de janeiro junto a outros três combatentes da Al-Qaeda no setor de Karikot, no distrito tribal do Waziristão do Norte.

Os dois figuravam na lista das pessoas mais perigosas procuradas pelo FBI (polícia federal), por seu envolvimento nos atentados quase simultâneos contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998.

Funcionários americanos também apontaram al-Usama como responsável pelo atentado contra o hotel Marriott de Islamabad em 20 de setembro, que matou 60 pessoas e igualmente considerado responsável por uma tentativa de atentado em Karachi contra a ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto em 18 de outubro de 2007, em uma atentado suicida que matou 139 pessoas.

Funcionários paquistaneses disseram à AFP que no dia 1º de janeiro um avião da Agência Central de Inteligência (CIA) americana disparou mísseis e matou cinco suspeitos na região.

De acordo com o Washington Post, o primeiro a dar a notícia em seu site, Al-Kini e Ahmed morreram em um ataque contra um prédio usado para treinamento com explosivos.

"Morreram preparando novos atos terroristas", disse um funcionário ao jornal.

A zona tribal do norte do Paquistão é um conhecido refúgio de militantes talibãs e de membros da Al-Qaeda desde a invasão do Afeganistão, liderada pelos Estados Unidos, que derrubou o regime talibã em 2001.

bur/cn

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