Oferta de crédito na China atinge máxima recorde

Por Jason Subler e Zhou Xin PEQUIM (Reuters) - O crescimento de empréstimos e da oferta de capital na China subiram para máximas recordes em março, conforme os bancos prosseguem com a explosiva expansão de crédito para sustentar os esforços do governo na tentativa de reativar a economia.

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Os bancos ampliaram 1,89 trilhão de iuanes (276,6 bilhões de dólares) em empréstimos tomados na moeda local no mês de março, elevando o total para 4,58 trilhões de iuanes no primeiro trimestre --beirando a meta anual do governo de pelo menos 5 trilhões de iuanes.

Tal iniciativa ajudou a elevar o crescimento anual da oferta de capital para um recorde de 25,5 por cento em março, acima de 20,5 por cento em fevereiro e muito superior às expectativas de economistas, de avanço de 21,3 por cento.

A liquidez aumentou, apesar do país ter registrado a menor alta trimestral nas reservas de moedas estrangeiras desde o segundo trimestre de 2001, refletindo baixa entrada de recursos por meio do superávit comercial e de investimentos estrangeiros.

As reservas subiram apenas 7,7 bilhões de dólares nos primeiros três meses, atingindo 1,9537 trilhão de dólares no final de março.

Analistas enxergam os números de empréstimos como um sinal de que as medidas de Pequim para fortalecer a demanda doméstica estão funcionando, mas também mostraram cautela sobre a conclusão de que uma recuperação está imediatamente à frente.

"A China completou mais de 90 por cento da meta anual para empréstimos bancários nos primeiros três meses, e isso é absolutamente insustentável", afirmou Zhang Xiaojing, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, em Pequim.

"Além disso, eu não acho que podemos dizer que o pior momento para a economia chinesa já passou", acrescentou ele. "Os empréstimos em março foram intensos, mas se o forte crescimento do crédito bancário pode reativar o setor econômico real ainda não está claro".

Uma das principais preocupações sobre o aumento da oferta de recursos é de que ele pode financiar especulações no mercado acionário, bem como investimentos e gastos reais, conforme refletiu proporção relativamente alta da conta de financiamento no curto prazo frente ao total.

A conta de financiamentos, que as companhias utilizam para necessidades de capital de curto prazo, somava 1,48 trilhão de iuanes dos novos empréstimos do primeiro trimestre, ou 32,3 por cento do total.

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