Ofensiva terrestre israelense piora crise humanitária em Gaza, denuncia ONU

A ofensiva terrestre israelense na Faixa de Gaza piorou a crise humanitária nesse território palestino, com cortes no fornecimento de eletricidade e das comunicações, somados a uma grave penúria de alimentos de primeira necessidade, denunciaram neste domingo agências da ONU.

AFP |

O exército israelense informou que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) simplesmente cortou suas remessas de urgência para Gaza porque os armazéns estavam cheios. Ao contrário, as agências da ONU denunciaram a desesperada necessidade de abastecer o território palestino.

"A incursão militar piora a crise humanitária depois de mais de uma semana de bombardeios e de um bloqueio de 18 meses", precisou o escritório de coordenação das operações humanitárias da ONU em seu informe diário deste domingo.

Houve "um corte quase total" do fornecimento de energia elétrica na maioria dos setores da Faixa de Gaza, um território de apenas 362 km2 onde vivem 1,5 milhão de pessoas. As linhas telefônicas fixas e móveis também não funcionam", acrescenta o informe.

Todos os hospitais da cidade de Gaza ficaram sem luz durante 48 horas e dependem, agora, de geradores para poderem funcionar; segundo a ONU, "estão a ponto de" serem paralisados, por falta de combustível.

De acordo com o informe, "pelo segundo dia consecutivo, as autoridades israelenses negaram a entrada na Faixa de Gaza da equipe médica de emergência enviada pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV)" e que deveria somar-se ao pessoal do principal hospital de Gaza, al-Chiffa.

Neste centro, uma avaria nos geradores de emergência punha em perigo as vidas de 70 pacientes, 30 deles crianças de pouca idade, nas unidades de tratamento intensivo.

Segundo a ONU, os disparos dos tanques israelenses e os bombardeios impedem o pessoal médico ir aos hospitais e as ambulâncias não têm acesso aos lugares onde há feridos, "devido aos contínuos disparos".

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