Ofensiva israelense em Gaza: pelo menos 25% dos mortos são civis (ONU)

Pelo menos 25% dos palestinos mortos desde o início da ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza são civis, segundo a Agência das Nações Unidas para a ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA).

AFP |

"Pelo menos 25% dos mortos são civis e este percentual ainda pode aumentar", declarou nesta quarta-feira Christopher Gunness, porta-voz da agência.

Desde o início, em 27 de dezembro, da ofensiva israelense contra o movimento islamista Hamas na Faixa de Gaza, quase 400 palestinos morreram e 1.900 resultaram feridos, segundo fontes médicas em Gaza.

Segundo a mesma fonte, ao menos 42 das vítimas são crianças.

"As condições para os pais e crianças em Gaza são perigosas e espantosas. Para muita gente é uma situação de vida ou morte", afirmou por sua vez em um comunicado Maxwell Gaylard, porta-voz do coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio.

Gaylard pediu a reabertura "o mais rápido possível" dos postos de passagem entre Israel e a Faixa de Gaza, onde a agência da ONU deve proporcionar assistência alimentar "urgente a 750.000 pessoas".

"É fundamental acabar com os combates", destacou, alertando sobre os riscos de aumento do número de mortos civis na Faixa de Gaza.

"Enquanto a violência não cessar, será extremamente difícil levar alimentos aos mais necessitados. Não podemos determinar quais são as necessidades prioritárias, e é perigoso demais para os moradores sairem de suas casas para buscar remédios ou comprar mantimentos", ressaltou.

A UNRWA fez um apelo para reunir 34 milhões de dólares, com o objetivo de fornecer ajuda humanitária à população de Gaza.

Em comunicado, a comissária-geral da UNRWA, Karen Abuzayd, qualificou a situação em Gaza de "desesperadora".

A agência humanitária Care exortou Israel a permitir "um acesso humanitário ilimitado" à Faixa de Gaza.

"Uma população civil vulnerável, formada em 56% por menores de 18 anos, está duramente atingida. Além disso, chove e faz frio", frisou a agência em comunicado.

"O sistema sanitário em Gaza está à beira do colapso depois de 19 meses de bloqueio, com muitas vítimas. Hospitais e clínicas carecem de anestésicos e até de produtos de limpeza, e têm que lidar com a falta de eletricidade. A lista dos produtos em falta só está crescendo", alertou Martha Myers, diretora da Care para os territórios palestinos.

"Mais de 87% das pessoas hospitalizadas estão em estado crítico. Os pacientes estão sendo colocados no chão, pois não há leitos suficientes", acrescentou.

yad/lm/yw

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