A ministra israelense das Relações Exteriores, Tzipi Livni, reiterou nesta quinta-feira em Paris que Israel decidirá suspender suas operações militares contra a Faixa de Gaza assim que chegar o momento, estimando que a situação humanitária na região é como deveria ser.

"A decisão sobre se a operação cumpriu seus objetivos está sendo feita através de avaliações cotidianas", declarou Livni à imprensa depois de um encontro com o presidente francês Nicolas Sarkozy no Palácio Eliseu.

"Tomaremos nossa decisão quando chegar o momento", destacou, evocando principalmente a convicção de que o governo israelense precisará ter clara a situação de que o "Hamas compreendeu que já basta".

"Nesta operação, Israel diferencia a guerra contra o terrorismo, contra os membros do Hamas, da população civil. Ao fazer isso, mantemos a situação humanitária na Faixa de Gaza exatamente como deveria ser", afirmou, sem mais detalhes.

Em nenhum momento Tzipi Livni pronunciou a palavra trégua, ao mesmo tempo em que a União Européia conclama a "um cessar-fogo imediato e permanente" para permitir uma "ação humanitária imediata" em benefício da população de Gaza.

Já o presidente Nicolas Sarkozy realizará na segunda e na terça-feira uma viagem breve ao Oriente Médio, para tentar uma solução para o conflito; a operação na Faixa de Gaza já fez mais de 400 mortos, segundo os serviços médicos de urgência do território. Um quarto das vítimas é constituída de civis, entre elas mulheres e crianças, segundo a ONU.

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