OEA suspende trabalho de mediação na Bolívia

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu seu trabalho de mediação entre o governo e a oposição da Bolívia, e descartou a divisão do país em governos autônomos nas regiões, informou nesta quarta-feira a imprensa local.

AFP |

"Buscamos cumprir nosso trabalho, fizemos todo o possível e já se passou o momento, o mandato da OEA terminou", afirmou ao jornal La Prensa o embaixador em La Paz da OEA, Bernhard Griesinger, apesar de não descartar a retomada dos trabalhos caso a Bolívia solicite.

A organização designou o argentino Dante Caputo para tentar encontrar posições convergentes entre o poder Executivo e os prefeitos rebeldes de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, em torno dos referendos para aprovar estatutos autonômicos, espécies de constituições locais.

Caputo tentou, no mês passado, em três ocasiões encontrar uma solução para a crise, e gestões paralelas também foram feitas pela Igreja Católica e outros países da América do Sul.

O embaixador da OEA também descartou que os governos autônomos provoquem uma divisão da Bolívia, como assegura o presidente Evo Morales.

"Eu tenho certeza, não vai ocorrer uma divisão, não teremos uma Bolívia A ou Bolívia B, isso é absolutamente certo, a ninguém interessa uma divisão, isso não vai acontecer, não é viável economicamente, tecnicamente, socialmente e politicamente", afirmou o representante diplomático.

A crise política na Bolívia se agravou com o referendo do domingo em Santa Cruz (leste) que aprovou seu estatuto econômico.

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