OEA se diz satisfeita com trabalho para retomar relações Equador-Colômbia

Quito, 8 abr (EFE) - A missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que busca formas de restabelecer as relações entre o Equador e a Colômbia se declarou nesta terça-feira satisfeita com o trabalho realizado em Quito, onde se reuniu com autoridades e diversos setores do país.

EFE |

Os emissários da OEA viajarão para Bogotá "satisfeitos com o trabalho realizado no Equador", afirmou o chefe da missão, o boliviano Víctor Rico, afirmando que confia em que "ocorrerá o mesmo" nas reuniões que deverá realizar amanhã e quinta-feira na Colômbia.

Rico qualificou como "muito úteis" os encontros que manteve em Quito com as autoridades equatorianas.

"Sustentamos dois dias de intensas reuniões com autoridades do Governo do Equador, reuniões que foram muito úteis e que responderam de maneira plena ao propósito de nossa missão", destacou Rico em uma declaração, após a qual não quis responder a perguntas.

A OEA configurou a missão para buscar soluções à crise entre o Equador e a Colômbia, originada com o bombardeio de forças militares colombianas em 1° de março deste ano a um acampamento clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano.

Rico reiterou que a missão da OEA é se reunir "com autoridades dos Governos do Equador e da Colômbia para poder trocar informação, opiniões, iniciativas, para poder avançar" na normalização das relações diplomáticas entre Quito e Bogotá, rompidas após a ação militar.

O emissário ressaltou que o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, é quem está a cargo da missão e manteve contatos permanentes com as autoridades de ambos os Governos.

Além disso, Rico afirmou que a missão viajará esta noite a Bogotá "para manter reuniões com o Governo da Colômbia".

"E depois, informaremos ao secretário-geral sobre as propostas, para que ele assuma iniciativas e sugestões para o pleno e oportuno cumprimento do mandato da Organização", acrescentou.

A ministra das Relações Exteriores equatoriana, María Isabel Salvador, que fez outra declaração junto a Rico na sede do ministério, qualificou a missão empreendida pela OEA como "delicada e importante".

A chanceler lembrou que a delegação do organismo internacional se reuniu desde segunda-feira com várias autoridades equatorianas e com ex-chanceleres, embaixadores, catedráticos e representantes do Ministério da Defesa.

Além disso, María Isabel Salvador explicou que não daria detalhes sobre o tratado com os emissários da OEA e nem das propostas feitas pelo país, por considerar que sua divulgação poderia se refletir no trabalho da missão, e afirmou que essa posição tem que ser respondida pela Colômbia.

"O trabalho que a OEA está realizando tem que ser manuseado com muita discrição e muita cautela, e por essa razão não vamos dar qualquer tipo de detalhe a respeito dos temas específicos que o Equador está propondo como caminhos para o restabelecimento da confiança entre os dois países", sustentou.

A chanceler equatoriana justificou a posição e disse que, "obviamente, este é um processo de diálogo entre dois países, com a intervenção e bons ofícios da Organização dos Estados Americanos".

María Isabel Salvador insistiu em que o objetivo da missão é resolver o mais em breve possível a ruptura diplomática entre Quito e Bogotá, e por isso agradeceu à OEA pela maneira como recebeu o tema e pela "agilidade e rapidez" com a qual agiu.

O vice-chanceler equatoriano, José Valencia, indicou que a visita da missão da OEA ao Equador e à Colômbia é uma primeira fase da estratégia elaborada pelo organismo para buscar soluções às diferenças entre os dois países.

Valencia explicou que uma segunda fase será desenvolvida possivelmente neste mesmo mês, com a visita que será feita por Insulza. EFE jc/mac/db

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