OEA se dispõe a mediar tensão entre Colômbia e Venezuela

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou, nesta quarta-feira, que está disposto a agir como mediador em negociações para tentar colocar um fim à recente crise diplomática entre os governos da Colômbia e da Venezuela.

BBC Brasil |


Insulza ainda pediu que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, volte atrás em sua decisão de retirar o embaixador venezuelano de Bogotá, anunciada na última terça-feira.

A decisão foi tomada após o governo colombiano ter divulgado que armamentos de origem sueca comprados pela Venezuela teriam sido encontrados nas mãos de militantes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

"Faço um pedido pelo diálogo, para que (a questão) se resolva com espírito de conciliação, e que não se tomem medidas que possam afetar muitas pessoas", disse Insulza, que pediu que as relações comerciais e econômicas entre os dois países não sejam afetadas.

"Estamos dispostos a prestar nossos serviços (para este diálogo), se for solicitado", disse o secretário-geral da OEA, que participou, nesta quarta-feira, de uma cúpula de chefes de Estado e de governo da América Central na Costa Rica.

Tensões

As tensões entre Caracas e Bogotá aumentaram de maneira significativa nas últimas semanas, principalmente depois do anúncio, feito pelo governo colombiano, de um possível acordo com os Estados Unidos sobre o uso, pelo Exército americano, de três bases militares na Colômbia.

Na segunda-feira, o governo colombiano afirmou que havia capturado armas usadas por guerrilheiros das Farc e disse ainda que os armamentos haviam sido produzidos na Suécia e vendidos à Venezuela na década de 1980.

A existência destas armas nas mãos da guerrilha poderia ser interpretada como um indício de eventuais vínculos entre as Farc e o governo de Hugo Chávez.

O governo sueco pediu explicações a Caracas sobre como as armas, que incluem lançadores de foguetes, foram parar nas mãos dos rebeldes da guerrilha.

Como resposta, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, afirmou que existe uma campanha "suja e vulgar" contra seu país que pretende justificar o possível acordo entre Colômbia e Estados Unidos.

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