OEA se aproxima de Cuba, mas rejeita retorno automático

Washington, 29 mai (EFE).- O grupo de trabalho da Organização dos Estados Americanos (OEA) para Cuba decidiu hoje se aproximar do fim da suspensão deste país dentro da entidade, mas concordaram que o retorno da ilha não pode ser automático e deve ser acompanhado de um diálogo com Havana.

EFE |

Apesar dessa aproximação de posições, os 34 países-membros da OEA ainda não chegaram a um consenso sobre um documento único. Agora, as diferentes propostas seguirão para San Pedro Sula (Honduras), onde a Assembleia Geral do organismo será realizada na semana que vem.

O embaixador de Honduras na OEA, Carlos Sosa, declarou hoje à imprensa que haverá na segunda-feira uma outra rodada de negociações diplomáticas em seu país para tentar alcançar um acordo em relação aos pontos sobre os quais ainda não há consenso.

O principal empecilho das negociações diz respeito ao que acontecerá depois do fim da suspensão e do diálogo, dado que alguns países, entre eles os Estados Unidos, querem que Cuba se atenha aos valores e princípios democráticos que regem a OEA.

As delegações também concordam com os EUA no sentido de que defendem uma reincorporação não-automática de Cuba à OEA e um diálogo direto com o Governo de Havana, num passo que seria dado após o fim do veto.

Segundo Sosa, tal diálogo poderia ocorrer por meio do Conselho Permanente ou do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que já conversou recentemente com o presidente cubano, Raúl Castro, durante uma cúpula no Brasil.

O embaixador americano no organismo, Héctor Morales, disse depois da reunião de hoje na sede da OEA que "não há consenso" sobre o tema e que ainda há várias propostas a serem analisadas. EFE cae/bba

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