OEA revoga veto e abre espaço para readmissão de Cuba

SAN PEDRO SULA, Honduras (Reuters) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou nesta quarta-feira uma resolução que excluiu Cuba há quase meio século do organismo, o que abre caminho para sua reincorporação, apesar de relutância da ilha. Embora a resolução não estabeleça condições explícitas a Cuba para fazer parte do organismo de novo, assegura que sua potencial reincorporação dependerá de um processo de diálogo e negociações.

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"A resolução XVI...mediante a qual se excluiu o governo de Cuba de sua participação no Sistema Interamericano ficará sem efeito na Organização dos Estados Americanos", disse a resolução aprovada por unanimidade pela assembleia da OEA.

A aprovação foi inesperada porque até terça-feira a noite os chanceleres do continente não haviam entrado em acordo sobre o texto, enquanto os Estados Unidos buscavam incluir condições sobre democracia e direitos humanos para votar a favor da anulação da antiga resolução.

Cuba havia sido expulsa do organismo em 1962 por pressões dos EUA, que argumentavam que o governo comunista de Fidel Castro não era compatível com os princípios democráticos da OEA.

Alguns países latino-americanos asseguraram que a antiga resolução era arcaica e deveria ser anulada para ajudar o incipiente diálogo entre Washington e Havana.

"Um abraço forte histórico e solidário ao povo irmão de Cuba que foi aliviado por esta assembleia magna e nossos povos recuperaram sua dignidade", disse Patricia Rodas, chanceler de Honduras, que presidiu a assembleia anual da OEA.

(Reportagem de Anahí Rama e Gustavo Palencia)

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