OEA reelege Insulza como secretário-geral por aclamação

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, foi nesta quarta-feira reeleito para o cargo na sede da organização em Washington. A Assembleia Geral Extraordinária reelegeu por aclamação o diplomata chileno para mais um mandato de cinco anos, num cargo que ele já ocupa desde 2005.

BBC Brasil |

Com a reeleição desta quarta-feira, ele deve continuar exercendo a função até 2015.

Insulza, que tem 66 anos, foi reeleito depois que o ministro do Exterior do Paraguai, Héctor Lacognata, eleito para presidir a assembleia, fez a proposta.

Mas, segundo o correspondente da BBC Mundo em Washington Carlos Chirinos, a reeleição por aclamação ocorreu com algumas "dissidências", que não chegaram a ser objeções, da Venezuela e Nicarágua, e também com a abstenção da Bolívia.

Roy Chaderton, o embaixador da Venezuela na organização, por exemplo, afirmou ao correspondente que "não gostamos da palavra aclamação", mas o país deu sua aprovação à reeleição de Insulza.

Soberania
De acordo com Chirinos, a reeleição de Insulza ocorreu apesar de alguns políticos no Congresso dos Estados Unidos questionarem o que consideram opiniões "brandas" do secretário-geral da OEA em relação a países como Venezuela, Bolívia ou Nicarágua.

Mas, como afirmou ao correspondente da BBC o embaixador do Panamá na organização, Guillermo Cochez, "o secretário-geral não é o presidente das Américas", lembrando que o organismo deve ser cuidadoso em relação à soberania dos países membros.

No início de março, Insulza prometeu que, se fosse reeleito, faria reformas profundas na instituição, que seria transformada em um espaço multilateral "ao estilo europeu".

No discurso em que oficializou sua candidatura à reeleição, Insulza afirmou que seu projeto é transformar a OEA em um espaço "multilateral moderno", garantiu que não temia as novas organizações regionais e sugeriu a modificação da Carta Democrática Interamericana, para poder lidar melhor com as crises políticas.

A carta é um documento aprovado pela OEA em 2001 no qual a instituição afirma o compromisso dos países-membros com a democracia.

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