OEA questiona expulsão de representantes da HRW da Venezuela

Santiago do Chile, 21 set (EFE) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, questionou a decisão do Governo de Hugo Chávez de expulsar da Venezuela o diretor para as Américas da organização humanitária Human Rights Watch (HRW), o chileno José Miguel Vivanco. Pessoalmente, não gostei da decisão. Reconheço, não gostei, afirmou Insulza em entrevista publicada hoje pelo jornal El Mercurio, do Chile.

EFE |

Vivanco e o subdiretor da HRW, Daniel Wilkinson, foram expulsos na quinta-feira à noite da Venezuela, horas após terem apresentado em Caracas um relatório com críticas à Administração de Chávez.

Ambos foram detidos em seu hotel e levados até o aeroporto internacional da capital venezuelana, onde foram embarcados em um vôo da Varig com destino a São Paulo.

O Governo venezuelano explicou que eles estavam sendo expulsos por terem violado as normas sobre turistas.

"Alguém pode concordar ou discordar do que uma pessoa diz, mas não tem por que expulsá-la de um país por isso", acrescentou Insulza, que esclareceu que o Governo da Venezuela é "soberano".

"Não me intrometo nas decisões que o Governo da Venezuela tomou sobre esses temas", explicou o secretário do organismo regional ao jornal.

Insulza estava na Bolíva, para onde viajou a fim de participar das conversas para alcançar uma solução à crise desse país.

O Governo chileno qualificou a medida de Chávez contra Vivanco e Wilkinson de "desproporcional" e anunciou que pedirá "a explicação correspondente pelos canais diplomáticos normais nestes casos".

Já a Venezuela rejeitou as críticas do Governo chileno e as qualificou de "desatinadas". EFE pg/db

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